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Mundo

UE cobra apuração rápida do assassinato de jornalista turco

Milhares de pessoas protestam na Turquia contra assassinato do jornalista Hrant Dink. UE cobra apuração rápida do crime. Centro de Estudos Turcos na Alemanha acusa autoridades turcas de não terem protegido o jornalista.

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Crime gerou protestos na Turquia e indignação na Europa

O assassinato do jornalista Hrant Dink, acusado de traição por afirmar que o massacre de armênios pelo Império Otomano na Primeira Guerra Mundial foi um ato de genocídio, chocou a Turquia e causou indignação na Europa.

Türkischer Journalist ermordet

Velas em frente à redação do semanário Agos, onde Dink foi morto

Milhares de pessoas saíram às ruas de Istambul e Ancara para protestar contra a morte do jornalista. Dink foi morto nesta sexta-feira (19/01) em Istambul, com três tiros na cabeça, em frente à sede do semanário turco-armênio Agos , do qual era editor.

A maioria dos turcos supõe que o assassinato foi uma reação às declarações públicas de Dink sobre o genocídio dos armênios, algo que nacionalistas turcos vêem como um insulto à honra do país e uma ameaça à unidade nacional.

Democracia baleada

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, classificou o assassinato como um "atentado abominável contra todos nós como nação, contra a nossa unidade e convivência, contra a paz e a estabilidade. A liberdade de pensamento e nossa vida democrática foram baleadas", afirmou.

Várias pessoas já foram detidas por suspeita de envolvimento com o assassinato, informaram meios de comunicação turcos. As autoridades turcas prometeram determinação e transparência nas investigações sobre o crime.

O diretor da Anistia Internacional para a Europa e a Ásia Central, Nicola Duckworth, vinculou a morte de Dink à legislação turca. "Na Turquia ainda há uma série de leis rígidas que fomentam a repressão à liberdade de opinião", disse.

O diretor do Centro de Estudos Turcos em Essen, Faruk Sen, disse que, no último dia 10 de janeiro, Dink ainda recebeu uma carta em que era ameaçado de morte. "Ele a entregou à Procuradoria Geral da República, mas nenhuma providência foi tomada. É uma vergonha que a polícia não o tenha protegido. A Justiça nunca o deixou em paz, era um processo atrás do outro", disse Sen, que era amigo do jornalista.

UE cobra apuração rápida

Türkei Journalist Hrant Dink ermordet

Hrant Dink defendeu a minoria armênia na Turquia

A União Européia, os EUA e a Armênia também condenaram o crime. Em nota divulgada à imprensa neste sábado em Berlim, a presidência alemã da UE se mostrou "chocada pelo assassinato" e disse esperar que as autoridades turcas esclareçam o crime o mais rapidamente possível.

O comissário de Ampliação da União Européia, Olli Rehn, classificou Dink como um "respeitado pensador e defensor da liberdade de expressão na Turquia. Estou chocado e muito triste com este ato brutal de violência", disse.

O presidente francês, Jacques Chirac, disse que, "com este ato de crueldade, a Turquia perdeu sua voz mais corajosa e livre".

Premiado na Alemanha

Segundo o Ministério alemão das Relações Exteriores, o jornalista sempre vinculou seu trabalho à "luta pela democracia e a liberdade de expressão, mesmo correndo muitos riscos pessoais".

Em 2006, Hrant Dink recebeu o prêmio internacional Henri Nannen, concedido pela revista alemã Stern e a editora Gruner+Jahr a profissionais que se destacam pela qualidade de seu trabalho jornalístico.

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