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Alemanha

UE busca independência no espaço

Com o desenvolvimento do sistema de navegação por satélite Galileo, a União Européia quer se tornar política e tecnologicamente independente dos EUA e da Rússia.

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Fotomontagem simula Galileo em órbita

Ao redor da Terra giram dezenas de satélites de navegação, que no final dos anos 50 e início da década de 60 foram lançados ao espaço pelos Estados Unidos e a ex-União Soviética para fins militares. Eles ajudam a determinar a posição de navios ou aeronaves, principalmente em situações de conflito, como na atual guerra do Iraque, mas nos últimos anos ganharam importância para finalidades civis.

No final dos anos 90, a União Européia decidiu desenvolver seu próprio sistema de navegação por satélite, chamado Galileo, que deve entrar em operação em 2008 com fins eminentemente civis. Com isso, os europeus esperam tornar-se independentes dos satélites norte-americanos e russos.

Salva-vidas - O megaprojeto europeu deve custar aproximadamente 3,2 bilhões de euros. Um investimento que, na opinião de Volker Liebig, diretor do programa na Agência Aeroespacial Alemã, em Bonn, vale a pena. "O sistema vai sair caro, mas em princípio será acessível a todos. Haverá um chamado 'serviço de salva-vidas', que emite um sinal, por exemplo, quando um navio ou avião se encontra em situação de emergência", explica.

Os satélites atualmente em órbita já ajudam turistas munidos com os receptores adequados a se orientarem em Nova York ou Tóquio. Com o Galileo, a partir de 2008, isso será possível também para quem estiver nos desertos da África ou nas florestas tropicais brasileiras. O norte da Noruega, por exemplo, ainda não é coberto pelos atuais satélites de navegação. Via Galileo e com a ajuda de celulares especiais, no futuro, qualquer pessoa poderá determinar sua posição no globo. Este serviço será gratuito.

Segundo Liebig, essa é a grande vantagem do Galileo em relação aos sistemas comerciais, onde, por exemplo, os serviços de gerenciamento de frotas ou coordenação de caminhões nas estradas são pagos.

O sistema europeu de navegação por satélite permitirá às empresas de transporte de carga um controle permanente da posição de seus caminhões. E, com a ajuda de um receptor dos sinais de satélite, o motorista terá mais facilidade de se orientar em localidades desconhecidas.

Empregos - Os serviços de navegação por satélite estão se tornando um mercado lucrativo, cobiçado também pelos países europeus que participam do Galileo. Calcula-se que o projeto vai gerar 140 mil novos empregos e receitas de nove bilhões de euros por ano. A Alemanha, como maior contribuinte, espera abocanhar a maior fatia dos lucros.

A planejada Agência Galileo será encarregada de decidir quem terá acesso aos diferentes serviços, uma vez que também serão oferecidos canais criptografados, reservados aos serviços secretos e às autoridades públicas.

Resistência dos EUA - O governo norte-americano não vê com bom olhos o projeto europeu. O Departamento de Estado dos EUA anunciou, no ano passado, a intenção de transformar o Sistema de Posicionamento Global (GPS) norte-americano em padrão mundial. Por isso, não vê "necessidade premente" para o Galileo.

Liebig confirma a resistência de "certas vozes norte-americanas" ao projeto, mas acredita que a Europa será mais respeitada como parceira dos Estados Unidos, se puder demonstrar sua própria capacidade no campo da navegação por satélite. É o que pensa também a Comissão Européia, órgão executivo da UE: "Não gostamos de monopólios", diz.

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