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Mundo

UE aumenta pressão contra Irã e Sudão

Apesar de divergir da estratégia norte-americana, a União Européia opta por mais rigor contra os governos em Teerã e Cartum.

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Fischer aventa submeter impasse com o Irã à ONU

A União Européia exigiu que o Irã suspenda imediatamente seu programa atômico. Após o encontro de ministros do Exterior da UE realizado na segunda-feira (13/09), em Bruxelas, o ministro alemão Joschka Fischer advertiu que Teerã poderia estar cometendo um erro e declarou esperar que tal equívoco seja reconhecido. No entanto, os ministros europeus dispensam por ora submeter a questão ao Conselho de Segurança da ONU.

Preocupação com o urânio no Irã

Fischer explicou que a UE quer consolidar os acertos já feitos, sem mudar de estratégia de ação, mas ao mesmo tempo advertiu que isso só será possível com a cooperação do Irã. O ministro alemão justificou que o desrespeito ao acerto antinuclear ameaçaria não apenas o Oriente Médio, mas também a segurança européia.

"Ninguém está colocando em questão o direito iraniano de usar a energia atômica para fins pacíficos; para isso, não é necessária, no entanto, nenhuma tecnologia para enriquecimento de urânio", declarou Fischer, acrescentando que isso seria motivo de grande preocupação para a Europa.

Após um compromisso assumido em outubro de 2003 com a Alemanha, Grã-Bretanha e França, o Irã deixou de enriquecer urânio. No entanto, os trabalhos foram retomados logo a seguir. Fischer ressaltou que a questão de cooperação e confiança não seria uma coisa "que se faz e desfaz, sem mais nem menos". O ministro alemão aventou a possibilidade de submeter a questão ao Conselho de Segurança da ONU.

Investigação de genocídio e sanções contra o Sudão

O encontro de ministros do Exterior da UE também decidiu aumentar a pressão e ameaçar com sanções o governo do Sudão, diante da crise ininterrupta na província de Darfur. Inicialmente, apenas se mencionara vagamente a possibilidade de se aplicarem represálias ao governo em Cartum.

Joschka Fischer reiterou a importância de continuar pressionando o governo sudanês, que não cumpriu o compromisso de solucionar o conflito em Darfur através do desarmamento das milícias árabes que estão terrorizando a população negra. No encontro de Bruxelas, a decisão de ameaçar o Sudão com sanções encontrou resistência sobretudo por parte da Espanha, Itália e Grécia.

Ao contrário do governo norte-americano, a União Européia ainda não classificou os conflitos no Sudão como "genocídio". Os ministros europeus exigiram uma investigação independente que permita constatar se estão sendo cometidos atos de extermínio em massa. Fischer ressaltou que o principal não seria se perder em discussões terminológicas, mas sim tomar medidas concretas para assegurar a segurança e o abastecimento da região em conflito.

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