UE aprova ajuda climática de 7,2 bilhões de euros a países pobres | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 11.12.2009
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Ciência e Saúde

UE aprova ajuda climática de 7,2 bilhões de euros a países pobres

Além da ajuda aos países pobres para combater as mudanças climáticas, cúpula da União Europeia em Bruxelas aprovou medidas para controlar o mercado financeiro e discutiu endividamento recorde da Grécia.

default

UE pretende dar novo impulso em Copenhague

Com um pacote bilionário de ajuda imediata para países em desenvolvimento combaterem as mudanças climáticas, a União Europeia (UE) quer dar um novo impulso às negociações na Conferência do Clima de Copenhague, que entra em sua fase final na próxima semana.

Reunidos em Bruxelas, os chefes de Estado e governo dos 27 países-membros da UE aprovaram ajuda de 7,2 bilhões euros para os países pobres nos próximos três anos. O premiê britânico Gordon Brown disse que a soma é "mais generosa do que se esperava". Agora, os demais países devem seguir o mesmo exemplo, acresceu.

Custos da proteção climática

Brown anunciou que seu país disponibilizará a maior quantia entre todos os Estados da UE: 500 milhões de libras esterlinas (550 milhões de euros) anuais. França e Alemanha prestarão, respectivamente, ajuda anual de 420 milhões de euros. Após o encerramento da cúpula, nesta sexta-feira (11/12), a chefe alemã de governo, Angela Merkel, se referiu a "um sinal claro para Copenhague".

Para a ONG de ajuda humanitária Oxfam, no entanto, a ajuda europeia será mínima após ser dividida entre os diversos Estados. Além disso, boa parte desse auxílio financeiro já havia sido aprovado no contexto da cooperação econômica. No caso da Alemanha, todavia, Merkel rebateu as acusações da organização.

"Para reconquistar a confiança dos países pobres, a UE deve prometer bem mais do que 35 bilhões de euros anuais a partir de 2013", exigiu a Oxfam. Na reunião da UE, os países do bloco não quiseram fixar sua parcela de ajuda para custear a proteção climática a longo prazo.

Satisfação da ONU

Yvo de Boer, chefe do Secretariado para Mudanças Climáticas da ONU (UNFCCC, na sigla em inglês), declarou-se, no entanto, bastante satisfeito com a proposta de ajuda imediata por parte dos países europeus. Em Copenhague, De Boer afirmou que "isso seria um grande incentivo à continuidade do processo".

O chefe da UNFCCC acresceu que a proposta da UE corresponderia somente a um terço dos 30 bilhões de dólares (20 bilhões de euros) exigidos pelas Nações Unidas. "Agora temos que ver o que os demais Estados vão oferecer na mesa de negociações", comentou ele.

O apoio aos países em desenvolvimento é um dos temas centrais da conferência em Copenhague, da qual irão participar no final da próxima semana mais de cem chefes de Estado e governo.

Grandes protagonistas

Na cúpula de dois dias da UE, os líderes da União Europeia não entraram em acordo quanto à proposta de redução das emissões de CO2 em 30% em vez de 20%, até 2020, em comparação com o nível de 1990.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, deixou claro que o bloco estaria disposto a aceitar a proposta, caso outros países industrializados também o fizerem. Angela Merkel, por sua vez, afirmou que colocaria os 30% na balança, caso os outros grandes protagonistas em Copenhague também repensem sua posição.

Crise financeira

Logo no início da cúpula dos 27 países-membros da UE em Bruxelas, os líderes da UE debateram a crise financeira, com vista principalmente ao endividamento recorde da Grécia. "A Grécia deixou bem claro que assumirá sua responsabilidade nesse ponto", assegurou Merkel. A premiê alemã afirmou que, durante a cúpula, não se mencionaram medidas europeias de ajuda à Grécia.

A reunião da UE também aprovou novas medidas de controle do mercado financeiro. A proposta do Reino Unido de multar pagamentos excessivos de bônus a executivos do setor financeiro encontrou grande ressonância entre os países europeus.

Na declaração final do encontro, os países do bloco foram conclamados a aplicar medidas imediatas para impor uma "remuneração razoável no setor financeiro". Além disso, a ideia de um imposto sobre transações financeiras foi bem acolhida. A ideia deverá ser avaliada agora pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

CA/afp/ap/dpa

Revisão: Simone Lopes

Leia mais