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Mundo

UE apóia plano de paz saudita na abertura da cúpula de Beirute

O primeiro-ministro espanhol e atual presidente da União Européia, José Maria Aznar, lançou em Beirute um apelo pelo restabelecimento da paz e o fim do conflito do Oriente Médio.

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O presidente libanês, Emile Lahoud, abre a conferência de cúpula da Liga Árabe

A conferência de cúpula da Liga Árabe foi iniciada em Beirute nesta quarta-feira (27), sob a presidência do presidente libanês, Emile Lahoud, e sem a presença de inúmeros chefes de Estados dos países árabes. Na sessão inaugural discursaram, como convidados, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e o atual presidente da União Européia, o chefe de governo espanhol, José Maria Aznar. A principal decisão a ser tomada na reunião que dura até a quinta-feira (28) é a aprovação oficial de um plano de paz proposto pelo príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Abdullah Ben Abdelaziz.

O início dos trabalhos na capital libanesa foi marcado por um tumulto. A delegação palestina retirou-se do plenário em protesto pela recusa de Emile Lahoud em permitir que Yassir Arafat se dirigisse, via satélite, aos participantes do encontro. A intervenção do presidente palestino no telão gigante estava prevista desde a semana passada, para o caso da ausência de Arafat em Beirute.

O líder palestino acompanha a conferência, via satélite, no seu quartel-general em Ramallah. O governo israelense recusou-se a permitir sua viagem à capital libanesa, como também a dar garantias para o seu regresso aos territórios palestinos, no caso de uma eventual participação sua na reunião de Beirute.

Geografia da paz

Como representante da União Européia, José Maria Aznar manifestou o desejo de que Beirute fique ligada ao que denominou como "mapa da geografia da paz", no qual incluiu as cidades de Madri – onde "nasceu", em 1919, o processo de paz para o Oriente Médio – e Oslo, onde foram assinados os acordos entre Israel e a Organização de Libertação da Palestina (OLP). Falando do conflito sangrento dos últimos 18 meses no Oriente Médio, caracterizado por "momentos rítmicos", que não devem continuar, acentuou que a solução do conflito não pode ser obtida pelas armas.

"Os olhos do mundo estão cansados de ver tantas mortes, tanto ódio acumulado", salientou Aznar, adiantando que todos os esforços serão inúteis se não existir uma vontade de construir a paz. Depois de aludir à ausência no Líbano do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yassir Arafat, o chefe de governo espanhol anunciou o desejo da União Européia, de ver criado um Estado palestino independente, com direitos iguais aos de Israel: reconhecimento das suas fronteiras e condições de viver em paz.

"Não há paz sem segurança e não pode haver segurança sem justiça", afirmou. Em nome da UE, Aznar fez ainda um pedido claro: "A completa retirada israelense dos territórios ocupados, com base nas resoluções da ONU". A seu ver, tais resoluções "representam uma oportunidade única para a paz".

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