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Mundo

UE apóia formação de governo de emergência palestino

Presidência alemã da União Européia reitera compromisso com o presidente palestino. Líderes europeus se mostram céticos quanto a um possível envio de tropas de paz da ONU à Faixa de Gaza.

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Salam Fayad conta com o apoio do Ocidente

A presidência alemã da União Européia reiterou seu apoio ao chefe do novo governo de emergência palestino, Salam Fayad. Em um telefonema com Fayad, neste sábado (16/06), o ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, propôs um encontro em breve, assim que as circunstâncias permitirem.

Na sexta-feira, a UE já dera respaldo à decisão do presidente palestino Mahmud Abbas. "A presidência apóia enfaticamente a decisão do presidente Abbas, plenamente de acordo com a Constituição palestina, de dissolver o governo e instaurar um regime de emergência nos territórios palestinos", afirmou o porta-voz do Ministério alemão das Relações Exteriores, Martin Jäger.

Também os Estados Unidos apoiaram a decisão de Abbas de dissolver o governo e indicar o ministro das Finanças, Salam Fayad, como novo primeiro-ministro e responsável pela formação de um governo de emergência. De acordo com a secretária de Estado Condoleezza Rice, Abbas exerceu seu poder legal como presidente e líder dos palestinos.

O Quarteto do Oriente Médio, formado pela ONU, pelos Estados Unidos, pela União Européia e pela Rússia, também manifestou seu "total apoio" ao presidente Abbas, "especialmente neste momento de formação de um governo de transição". No entanto, o Quarteto deixou em aberto se suspenderá o boicote vigente contra o governo palestino.

Ceticismo quanto a tropas de paz

Já a proposta do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, de enviar tropas internacionais de paz à Faixa de Gaza foi recebida com ceticismo pelos países europeus. O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, disse ao jornal Frankfurter Rundschau que é "impensável" enviar rapidamente tropas da ONU aos territórios palestinos.

"Devemos nos manter realistas", avaliou, descartando também a participação a longo prazo de europeus numa possível força de paz. Na avaliação de Steinmeier, que ocupa a presidência do Conselho de Ministros das Relações Exteriores da UE, a tropa de paz deveria ser composta apenas por militares de países árabes. A presença européia é "inimaginável", afirmou.

A posição européia foi reforçada pela chanceler federal alemã, Angela Merkel, que concordou com as declarações de Steinmeier e descartou ainda a possibilidade de que os soldados alemães estacionados na costa do Líbano possam ser deslocados de sua atual posição.

Já a comissária de Relações Exteriores da UE, Benita Ferrero-Waldner, avaliou como "muito complicado" o envio de tropas de paz da ONU à região de conflito, em entrevista ao jornal Financial Times Deutschland.

Posição semelhante foi manifestada pelo ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov. Para ele, o envio de tropas das Nações Unidas só seria possível com a concordância do Fatah e do Hamas.

As divergências entre facções políticas palestinas continuam se agravando. Enquanto o líder Ismail Haniya, do Hamas, insiste em seu posto de primeiro-ministro, tendo nomeado um novo chefe de segurança em Gaza, o presidente palestino, Mahmud Abbas, pretende viabilizar a posse do novo premiê interino até domingo (17/06). Combatentes da sua facção, Fatah, atacaram posições do Hamas na Cisjordânia. Em comparação com os dias anteriores, a situação na Faixa de Gaza se acalmou neste sábado. (as / sm)

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