UE amplia a garantia dos depósitos em bancos do bloco | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 07.10.2008
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Economia

UE amplia a garantia dos depósitos em bancos do bloco

União Européia aumenta para 50 mil euros a garantia dos depósitos em caso de quebra de uma instituição financeira. Bloco não quer criar um fundo comum para salvar bancos ameaçados de falência.

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Francesa Christine Lagarde dirigiu a reunião de ministros

Os ministros das Finanças dos países da União Européia (UE) reunidos nesta terça-feira (07/10) em Luxemburgo se comprometeram a dar suporte aos grandes grupos financeiros para evitar uma generalização da crise.

Segundo Jörg Asmussen, vice-ministro alemão de Finanças, a ajuda será destinada a "bancos relevantes para o sistema". Que bancos são considerados relevantes, isso depende de caso para caso, complementou Asmussen. A responsabilidade será de cada país.

Além disso, os países da UE acertaram aumentar de 20 mil para 50 mil euros a garantia dos depósitos em caso de falência de uma instituição financeira do bloco. A Áustria, a Espanha e a Holanda já ampliaram esta garantia para 100 mil euros. Na Alemanha, ela é de 20 mil euros. Para evitar uma onda de saques nos bancos, a Alemanha anunciou no domingo uma garantia ilimitada do Estado a todos os depósitos de poupanças.

Validade de um ano

A elevação da garantia é temporária, valendo por um ano. Cabe à Comissão Européia (órgão executivo da UE) apresentar uma proposta para unificar os sistemas de garantia de depósitos vigentes em cada país.

A União Européia anunciou ainda que pretende agir com maior rigor contra os altos salários de empresários e indenizações a executivos que deixam seus postos.

Não houve consenso em Luxemburgo sobre a criação de um fundo europeu conjunto para a salvação dos bancos. A Alemanha é um dos países contrários à idéia.

Merkel fala da crise no Parlamento

Em um pronunciamento diante do Bundestag (câmara baixa do parlamento alemão), nesta terça-feira, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, justificou os atos do governo para combater a crise financeira. Segundo ela, as medidas "servem ao funcionamento da nossa economia e, acima de tudo, aos cidadãos no nosso país".

No momento, é "decisivo" recuperar a confiança nos mercados financeiros, completou. Também neste momento difícil, a Alemanha está preparada para a concorrência internacional, "a Alemanha é forte", disse Merkel.

A chanceler federal continua insistindo em regras mais rígidas para os mercados financeiros, uma idéia defendida pela Alemanha em 2007, quando ocupou a presidência do G8. Na época, a sugestão fracassou principalmente diante da resistência dos Estados Unidos.

Em vista da crise financeira, Merkel defendeu um "novo sistema" de interação entre todos os participantes do setor financeiro. "A situação é séria", advertiu a chefe de governo da Alemanha, que mais uma vez assegurou a todos que têm contas de poupança que o dinheiro está seguro, apesar da crise.

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