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Mundo

UE acerta nova base de negociação com a Turquia

União Européia acertou base de negociação sobre o ingresso da Turquia como país-membro da comunidade. Abertura oficial das conversações foi adiada pela resistência inicial da Áustria e discordâncias de Chipre.

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Premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, chegou a pedir intervenção de Washington

A União Européia chegou a um consenso sobre a base de negociação para o ingresso da Turquia como país-membro da comunidade. Após longas conversações preliminares para reverter o veto inicial da Áustria e as divergências de Chipre, elaborou-se uma nova proposta, também aceita pela Turquia. Após a anuência de Ancara, anunciada na noite de segunda-feira (03/10), a assembléia de ministros do Exterior reunidos em Bruxelas deverá aprovar oficialmente a proposta de negociação.

Após o chanceler britânico, Jack Straw, atual presidente do Conselho Europeu, ter adiado por prazo indeterminado a abertura oficial das negociações, prevista para esta segunda-feira, surgiram novas chances de consenso. Straw apresentou ao ministro turco do Exterior, Abdullah Gül, uma nova proposta, apesar de Ancara ter recusado inicialmente qualquer alteração das condições originais de negociação que acabaram sendo vetadas pela Áustria.

Discordâncias da Áustria e de Chipre

O novo documento foi elaborado após longas negociações entre Straw e a ministra austríaca do Exterior, Ursula Plassnik. Plassnik declarou inicialmente que a Áustria não se deixaria intimidar por ninguém, mas acabou fazendo concessões. Inicialmente, Viena rejeitara terminantemente que a UE negociasse a aceitação da Turquia como país-membro, propondo outros tipos de parceria com Ancara.

De acordo com diplomatas, Chipre também voltou a problematizar a proposta de negociação com a Turquia. O governo cipriota não estava disposto a abrir mão da cláusula em que Ancara se comprometeria a não impedir mais o ingresso de Chipre em organizações internacionais, como a OTAN. Segundo fontes diplomáticas, a Turquia não estaria de acordo com este ponto.

Ancara pediu intervenção dos EUA

Durante o impasse em Luxemburgo, a indignação do governo turco se agravou. O premiê Recep Tayyip Erdogan chegou a pedir para a secretária de Estado norte-americana, Condoleeza Rice, intervir a favor da Turquia no conflito que ameaçava bloquear o início das negociações sobre a candidatura do país à UE. Ele assegurou, após um telefonema com Washington, continuar contando com o apoio de Rice.

As manchetes dos jornais turcos nesta segunda-feira representavam um termômetro da indignação com o bloqueio das negociações pela Áustria: "O rancor de Viena", "Áustria insiste em clubes dos cristãos", "Fracasso do encontro das culturas".

Abalada confiança de turcos

A oscilação européia antes do início das negociações abalou a confiança dos turcos na UE. Uma enquete encomendada pela mídia turca no sábado revelou que 61,4% dos turcos não têm confiança na União Européia "de modo geral".

Embora a maioria dos entrevistados tenha se pronunciado a favor da entrada na UE, a quantidade de turcos que acha que o país tem que entrar "de qualquer jeito" para a comunidade caiu dez pontos percentuais desde o ano passado. Mais de dois terços dos entrevistados (68,5%) são contra o reconhecimento de Chipre.

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