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Mundo

Ucrânia e Rússia acordam retirada de armas pesadas da zona de conflito

Encontro entre ministros do Exterior em Berlim, no entanto, não traz avanços substanciais para a solução do impasse no leste ucraniano. Enquanto isso, EUA classificam proposta de paz de Moscou como "plano de ocupação".

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Os ministros do Exterior (esq. à dir.): Sergei Lavrov, Frank-Walter Steinmeier, Pavlo Klimkin e Laurent Fabius

Os ministros das Relações Exteriores de Ucrânia, Rússia, assim como os da França e Alemanha, se reuniram nesta quarta-feira (21/01) em Berlim para conversações destinadas a neutralizar o conflito no leste ucraniano.

O ministro do Exterior alemão, Frank-Walter Steinmeier, disse que "progresso notável" foi feito sobre a retirada de artilharia pesada da região em disputa, conforme estipulado no acordo de setembro. No entanto, segundo ele, ainda não há sinais para uma solução do impasse.

Enquanto as negociações prosseguem, Steinmeier advertiu que a população da Ucrânia estava pagando o preço e pediu por urgência na obtenção de uma resolução. O ministro afirmou que as conversações têm sido "difíceis" e "testaram a paciência de todos os participantes". Além de Steinmeier, estavam presentes os seus homólogos da Rússia, Sergei Lavrov, da Ucrânia, Pavlo Klimkin, e Laurent Fabius, da França.

"Muito vai depender de se o que combinamos é apenas impresso em papel ou se a situação no terreno realmente mudará", disse o ministro alemão aos jornalistas após quase quatro horas de negociações.

As discussões recomeçaram quando

novos confrontos eclodiram entre tropas do governo ucraniano e rebeldes pró-russos

no leste da Ucrânia. O Exército ucraniano afirmou nesta quarta que tropas regulares russas estavam envolvidas no combate a um posto militar de controle a oeste de Luhansk. Kiev alega que as tropas russas estão lutando com suas marcas e insígnias removidas. Moscou nega.

Projeto de paz russo é plano de ocupação, diz EUA

Enquanto isso, os Estados Unidos disseram que a mais recente proposta de paz do presidente russo, Vladimir Putin, para a Ucrânia se parecia mais com um projeto de ocupação militar. "O plano iria procurar legitimar ganhos territoriais feitos pelos separatistas em setembro, bem como pessoal e equipamento russo em solo ucraniano", disse a embaixadora americana Samantha Power ao Conselho de Segurança da ONU, nesta quarta. "Vamos desmascarar o plano de paz de Putin e chamá-lo pelo que ele é – um plano de ocupação russa", acrescentou ela.

No início desta quarta, no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, salientou que Moscou estava envolvido em prolongar o conflito. Poroshenko

mostrou à plateia um pedaço de metal carbonizado do ônibus que foi atacado por mísseis perto Volnovaja

, causando a morte de 12 pessoas, e alegou que aquilo era "um símbolo do ataque terrorista contra o meu país".

PV/afp/dpa/rtr/ap

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