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Mundo

Ucrânia diz que destruiu veículos militares russos por invadirem fronteira

Frota de 23 carros blindados teria entrado em território ucraniano sem autorização. Moscou nega manobra e acusa Kiev de impedir ajuda humanitária ao leste. Ministros da UE exigem fim das hostilidades.

O Exército da Ucrânia disparou sobre veículos militares russos que haviam penetrado sua fronteira na madrugada desta sexta-feira (15/08). "Uma parte considerável" da frota foi destruída pela artilharia, segundo o site do gabinete presidencial ucraniano.

O Conselho de Segurança em Kiev informou que os tanques blindados para transporte de pessoal e caminhões atacados faziam parte de um comboio militar de 23 veículos. Antes, o Exército ucraniano registrara que na, noite da quinta-feira, uma frota de veículos militares russos atravessara a fronteira do país sem autorização.

Jornalistas britânicos atuando no local foram os primeiros a acusar a incursão. De acordo com um porta-voz, as manobras ocorrem praticamente toda noite, a fim de provocar a Ucrânia.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Anders Fogh Rasmussen, também confirmou a invasão do território ucraniano: "Este é um claro sinal de uma continuada participação da Rússia na desestabilização da Ucrânia."

Após a divulgação das operações militares, nesta sexta-feira, a ONU publicou um comunicado instando a "uma imediata desescalada e resolução do conflito através do diálogo". A ONU ressalvou, no entanto, não ter possibilidade de confirmar as notícias da incursão.

Moscou nega e acusa Kiev

Moscou negou a invasão do país vizinho por veículos seus. Contra-atacando, o Ministério russo do Exterior acusou o Exército ucraniano de perturbar a entrega de bens de ajuda humanitária pela Rússia através de uma "intensificação de suas ações militares".

Além disso, Moscou convocou a um cessar-fogo nos combates no leste de Ucrânia e declarou que o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, e o chanceler ucraniano estão negociando sobre o futuro do comboio humanitário estacionado na fronteira comum.

Sob suspeita de carregar reforços para os separatistas das províncias de Donetsk e Lugansk, a frota de mais de 260 veículos está sendo inspecionada por 59 agentes agentes alfandegários e de fronteira ucranianas desde a manhã desta sexta-feira.

Ukraine Charkiw Präsident Poroschenko

Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, visita região de conflitos no leste do país

Ministros da UE pressionam

Durante uma reunião extraordinária em Bruxelas, os ministros do Exterior da União Europeia apelaram à Rússia para que suste imediatamente "todas as hostilidades" na fronteira com a Ucrânia.

Num comunicado comum, os ministros exigiram que, acima de tudo, deve ser suspenso o fluxo de armas, consultores militares e homens armados, e as tropas devem se retirar da zona fronteiriça.

O Reino Unido convocou o comparecimento a Londres do embaixador russo Alexander Yakovenko "para explicar as notícias sobre uma penetração das forças militares russas na Ucrânia e o continuado fornecimento de armamentos na fronteira".

AV/afp/rtr/ap/dpa

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