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Mundo

Ucrânia concorda com criação de zona desmilitarizada

Presidente do país, Petro Poroshenko, anuncia planos para introduzir área de 30 quilômetros livre de armamento pesado em Luhansk. Conflito entre militares e separatistas pró-Russia soma mais de 6.400 mortes.

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, anunciou nesta quarta-feira (22/07) planos para introduzir uma zona desmilitarizada de 30 quilômetros em Luhansk. O acordo entre o governo de Kiev e a liderança dos separatistas pró-russos, efetuado sob mediação de Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e Rússia, estabelce que todos os tanques e artilharia precisam ser retirados da área. A medida tem como objetivo trazer um fim ao "bombardeio permanente".

Poroshenko publicou em sua conta no Twitter a confirmação da criação da zona desmilitarizada: "Instrui o grupo de contato a assinar um acordo sobre a zona de amortecimento, para assegurar que militantes sejam incapazes de bombardear civis pacíficos de Donbass!"

Em Berlim, o governo alemão saudou a iniciativa. No caso de a decisão do presidente ucraniano ser implementada, seria "um grande passo no sentido de um cessar-fogo mais resiliente e sustentável", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha.

Bombardeios continuam

Separatistas pró-Rússia estacionado na região vizinha de Donetsk também afirmaram que as armas de calibre inferior a 100 milímetros já tinha sido retiradas da área de três quilômetros da linha do fronte.

Apesar da volta de esperanças com o plano de uma zona desmilitarizada, os bombardeios continuam na região de Donbass. O comando do Exército da Ucrânia acusou os rebeldes pró-russos de dominar várias posições militares usando tanques e granadas – alegações que os separatistas negam.

Desde que o conflito eclodiu no leste ucraniano, em abril de 2014, o governo do país tem controlado apenas partes das regiões de Donetsk e Luhansk. Mais de 6.400 pessoas foram mortas na violência, que trouxe a Ucrânia – já sem muito dinheiro antes do conflito – mais perto da ruína financeira.

UE transfere ajuda financeira à Ucrânia

A União Europeia (UE) anunciou, também nesta quarta-feira, a transferência de 600 milhões de euros em ajuda financeira à Ucrânia. O pagamento foi a primeira parcela de um novo pacote de empréstimos no valor de 1,8 bilhão de euros.

"A transferência de hoje reflete a completa determinação da UE em ajudar a Ucrânia nestes tempos difíceis", disse o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, em Bruxelas. Kiev recebeu recursos europeus anteriormente, em 2010 e 2014, somando um total de 1,61 bilhão de euros.

Também nesta quarta-feira, Poroshenko nomeou um conhecido voluntário como chefe de governo de Luhansk. Assinando a ordem em transmissão televisiva, Poroshenko disse que Heorhiy Tuka, conhecido por seus esforços ajudando as tropas ucranianas com suprimentos, era um "homem com uma reputação imaculada, intolerante à corrupção e [que tem] a Ucrânia em seu coração".

O ex-executivo da área de telecomunicações substituirá o linha-dura Hennadiy Moskal, que havia decretado que civis não são autorizados a viajar entre as áreas controladas pelos rebeldes e a parte controlada pelo governo da região.

PVafp/dpa

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