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Mundo

Ucrânia aumenta peso da Conferência de Segurança de Munique

Escalada de violência no leste ucraniano e busca por uma solução para o conflito são grandes focos do encontro na Alemanha. Avanço do "Estado Islâmico" também preocupa líderes mundiais.

Neste fim de semana, o mundo volta os olhos para a capital da Baviera por um motivo: num momento em que a diplomacia oficial está em crise, a Conferência de Segurança de Munique abre espaço para soluções alternativas – ou pelo menos para a busca por elas. Neste ano, os avanços da milícia "Estado Islâmico" na Síria e no Iraque e o conflito em curso na Ucrânia fazem com que ainda mais esperança seja depositada no evento, que teve início nesta sexta-feira (06/02).

Conforme o diretor da conferência, Wolfgang Ischinger, a ameaça de "colapso na ordem mundial" pré-determina a agenda deste ano. "Quanto mais sérias são as crises, mais significativa é a conferência para os estadistas que precisam encontrar soluções para os conflitos", disse em entrevista à DW.

Mais de 20 chefes de Estado e de governo, 60 ministros do Exterior e da Defesa, além de vários especialistas em segurança reúnem-se no luxuoso hotel Bayerischer Hof. Mas as discussões não acontecem somente nas rodadas oficiais do encontro, mas também pelos corredores e salas do hotel, que já testemunharam debates bastante acalorados.

Um dos encontros mais aguardados deve ser o do presidente ucraniano, Petro Poroshenko, com o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, que são antagonistas num conflito que reascende a Guerra Fria entre Moscou e o Ocidente.

Sem dúvida, a nova escalada de violência no leste da Ucrânia será um dos temas centrais em Munique. A chanceler federal alemã, Angela Merkel, vai participar da Conferência de Segurança após – juntamente como o presidente francês, François Hollande – ter conversado com Poroshenko, em Kiev, e com o presidente Vladimir Putin, em Moscou. Merkel, que tem repetidamente pedido que Putin ceda, defende uma solução diplomática e se opõe ao fornecimento de armas ao Exército ucraniano.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden – que lidera uma grande delegação americana em Munique –, rejeita claramente o fornecimento de armas letais, mas critica duramente a intervenção russa na Ucrânia. Os Estados Unidos estariam dispostos a elevar o preço do "comportamento agressivo da Rússia", pois a segurança da Europa está em jogo, disse Biden ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung.

Ostukraine Krise Kämpfe in Vuhlehirsk 04.02.2015

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O papel da Alemanha

O governo alemão vem se esforçando para encontrar uma solução diplomática para o conflito na Ucrânia. Na última Conferência de Segurança de Munique, o presidente, o ministro do Exterior e o ministro da Defesa do país declararam que o país se engajaria mais nas crises internacionais, o que inclui o fornecimento de armas e o treinamento dos combatentes curdos peshmerga no norte do Iraque.

Entretanto, na perspectiva dos atores globais como a ONU, o governo alemão poderia fazer mais. "Seria bom se também pudéssemos ver os recursos da Alemanha na África", diz o secretário-geral adjunto da ONU, Jan Eliasson, referindo-se a missões de paz.

"Eu diria que a Alemanha, com a sua tradição, pode desempenhar um papel em todas as fases de uma crise – na prevenção, durante e no "pós-conflito", ou seja, depois da crise", ressalta Eliasson, que também participa do evento em Munique.

Outra perspectiva

Devido ao grande número de participantes de destaque no cenário mundial, a Conferência de Segurança de Munique é a mais importante da Europa. Quem tem uma mensagem sobre esse tema deve aproveitar a ocasião para propagá-la para o mundo. Chegando a sua 51ª edição, o evento ganhou reputação ao longo de várias décadas.

Na primeira edição, em 1963, a conferência teve o desenvolvimento do Exército alemão como principal tema. O salão do hotel em Munique foi tomado por militares uniformizados e, enquanto o ministro da Defesa da Alemanha discursava, manifestantes gritavam palavras de ordem contra os "senhores da guerra", do lado de fora do hotel.

O evento foi inicialmente alinhado aos "interesses transatlânticos", mas, a partir dos anos 1990, passou a ser aberto a participantes de outras regiões do planeta. Desde os ataques de 11 de setembro de 2001, o programa é definido de acordo com os focos de crise mundo afora. Com seu caráter informal, a conferência muitas vezes dá o pontapé inicial para a adoção de medidas concretas.

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