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Mundo

Ucrânia alerta sobre "invasão russa em grande escala"

Em discurso no Dia da Independência, Poroshenko acusa Rússia de estacionar 50 mil soldados na fronteira e fornecer armamento aos rebeldes no leste ucraniano. Presidente promete enviar mais homens à região.

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Petro Poroshenko, presidente da Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, alertou nesta segunda-feira (24/08) sobre a ameaça de uma "invasão em grande escala" por parte da Rússia. Num inflamado discurso para marcar o Dia da Independência da Ucrânia, o líder prometeu aumentar a quantidade de soldados no leste do país para rechaçar ataques de rebeldes separatistas apoiados por Moscou.

Poroshenko acusou a Rússia de estacionar cerca de 50 mil soldados na fronteira com a Ucrânia e afirmou que 9 mil membros do Exército russo estão em ação na região de Donbass, no leste ucraniano.

"Moscou forneceu aos combatentes [rebeldes no leste da Ucrânia] cerca de 500 tanques e 400 sistemas de artilharia e 950 veículos de combate de infantaria", afirmou Poroshenlo. "Somente nesta semana, três grandes colunas cruzaram a fronteira em direção a Lugansk, Donetsk e Debaltsevo."

Falando durante uma parada militar, o presidente ucraniano disse que Kiev não deve ser complacente, embora as hostilidades no leste do país tenham em grande parte diminuído. Numa demonstração de força, milhares de militares da Ucrânia marcharam no centro de Kiev para comemorar a independência do país da União Soviética, em 24 de agosto de 1991.

"Defendemos a paz, mas não somos pacifistas", disse Poroshenko. "Temos que passar pelo 25º ano de independência como se estivéssemos andando sobre gelo fino. Devemos entender que o menor passo em falso poderia ser fatal. A guerra pela independência ainda está em curso", afirmou. O presidente não especificou quantos soldados adicionais enviaria para o leste ucraniano.

Ukraine Parade zum Unabhängigkeitstag

Parada militar em Kiev por ocasião do Dia da Independência

Violência no leste

O conflito no leste ucraniano já custou mais de 6.800 vidas desde que teve início, em abril de 2014. Apesar da trégua acertada em Minsk em fevereiro, na semana passada, nove civis e soldados morreram em apenas um dia.

Os chefes de governo da Ucrânia, França e Alemanha se reúnem nesta segunda-feira em Berlim para discutir uma solução pacífica para a crise. Moscou não enviou um representante para Berlim, mas afirmou que iria acompanhar de perto o encontro.

Poroshenko disse a repórteres em Kiev que a reunião é crucial para que Ucrânia, Alemanha e França "coordenem suas posições" antes de um possível encontro com o presidente russo, Vladimir Putin.

O ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, pediu para que a chanceler federal alemã, Angela Merkel aumente a pressão sobre Poroshenko para levar a Ucrânia a respeitar o acordo de Minsk. Segundo a agência de notícias Interfax, Lavrov afirmou que a reputação da Alemanha e da França como mediadores do acordo está em jogo.

MD/dpa/ap

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