Turquia promete diversidade cultural na Feira de Frankfurt | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 25.06.2008
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Cultura

Turquia promete diversidade cultural na Feira de Frankfurt

Feira de Livros destaca Turquia e suas minorias culturais em 2008. Além de divulgar publicações, o principal evento anual do setor editorial enfocará, em outubro, a diversidade de um país em rápida transformação.

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Alcorão turco, em árabe

Como país de destaque da próxima Feira de Livros de Frankfurt, a ser realizada de 15 a 19 de outubro, a Turquia pretende dar uma mostra de sua diversidade cultural. Cerca de 350 autores e tradutores turcos comparecerão ao evento para apresentar seu trabalho.

A inclusão de minorias culturais no programa foi ressaltada pelos organizadores. Entre os convidados, estarão – por exemplo – os escritores curdos Lal Lales e Seyhmus Diken, os armênios Migirdic Margosyan e Jaklin Celik, e o judeu Mario Levi.

Com uma mostra especial sobre literatura turca, os organizadores pretendem enfatizar aspectos menos conhecidos de uma longa tradição literária. A exposição pretende ilustrar a confluência de tradições árabes, armênias ou bizantinas que determinam a atual diversidade cultural da Turquia.

Mostrando a diversidade cultural

Em um país onde os intelectuais atualmente estão debatendo a possibilidade de conciliar o islamismo com a modernidade, a mistura cultural não é apenas um assunto literário, mas também político – sobretudo após a tentativa da Justiça turca de banir o partido do governo por suas raízes islâmicas, em nome da defesa do laicismo.

A Alemanha abriga a maior comunidade turca fora da Turquia. Os trabalhadores imigrados desde a década de 60 e seus descendentes compõem a maior minoria étnica do país. Pelo menos 2,5 milhões de pessoas têm origem turca no país e a literatura turco-alemã é bastante rica.

Nobel de Literatura vai inaugurar a feira

Türkei Literatur Orhan Pamuk kommt nicht nach Deutschland

Orhan Pamuk

Orhan Pamuk, Nobel de Literatura de 2006, vai abrir a Feira de Livros na presença do presidente turco, Abdullah Gul. O escritor best seller esteve no centro de uma controvérsia internacional, após ter feito declarações que – segundo o código penal da Turquia – representariam um insulto à identidade turca.

Os organizadores pretendem não apenas dar uma mostra da rica literatura da Turquia, que em grande parte ainda aguarda traduções para outros idiomas, como também oferecer um contexto para a discussão de temas politicamente controversos sobre um país em dinâmica transformação.

Menos restrições às minorias

Os organizadores da participação da Turquia na Feira de Frankfurt fazem questão de enfatizar que o país progrediu muito em termos democráticos e que hoje já não há nenhum autor preso por suas opiniões políticas. Com a meta de se aproximar da União Européia, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, vem suspendendo restrições a minorias étnicas.

O mercado de livros turco, com 1.724 editoras, movimenta anualmente 516 milhões de euros. A Feira de Livros de Frankfurt é um importante trampolim para o lançamento de livros no mercado internacional. Dentro da Alemanha, o evento também tem a função de lançar títulos para a enorme demanda de livros populares durante a época de Natal.

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