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Mundo

Turquia prende suspeitos de ataques atribuídos à Síria

Nove turcos ligados ao serviço secreto da Síria seriam os responsáveis pelo atentado que matou 46 pessoas na Turquia. Rebeldes sírios libertam soldados da ONU capturados nas Colinas de Golã.

Autoridades turcas prenderam neste domingo (12/05) nove suspeitos de ligação com a Síria e com o atentado do sábado que provocou a morte de 46 pessoas. Segundo o ministro turco do Interior, Muammer Güler, o mentor do atentado está entre os detidos. Ele disse ainda que novas prisões são aguardadas.

A explosão de carros-bomba próxima à fronteira com a Síria aumentou a preocupação de que a guerra civil síria estaria se expandindo para a Turquia. De acordo com o governo em Ancara, os suspeitos são cidadãos turcos com ligações com o serviço secreto sírio.

"O ataque foi realizado por uma organização que está em contato estreito com grupos pró-regime na Síria e eu digo muito claramente, com a Mukhabarat síria", disse Güler, usando a palavra árabe para inteligência. "Nós identificamos quem organizou os ataques, quem executou e quem levou os veículos para os locais."

As duas explosões aconteceram com um intervalo de 15 minutos em frente ao prédio dos correios e da prefeitura da cidade de Reyhanli, ponto de encontro de refugiados sírios e das atividades rebeldes na província turca de Hatay. As explosões causaram a morte de pelo menos 46 pessoas e deixaram mais de uma centena de feridos.

Troca de acusações

O vice-primeiro-ministro turco, Besir Atalay, disse que as autoridades de seu país determinaram a culpa dos nove detidos por meio de "testemunhos e confissões". Em Damasco, na manhã deste domingo, o ministro sírio da Informação, Omran al-Zoubi, rebateu as acusações da Turquia de que o regime do presidente Bashar al-Assad teria algum envolvimento nos atentados.

"A Síria nunca empreendeu nem nunca empreenderá tais atos, porque nossos valores não nos permitem fazê-los", afirmou Al-Zoubi em coletiva de imprensa. Ele disse ainda que o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, "precisa renunciar: ele não deve construir sua glória com o sangue de turcos e sírios."

A Coalizão Nacional Síria, principal organização da oposição rebelde, alegou que o regime de Assad ordenou os ataques para provocar uma cisão entre turcos e sírios.

"O que aconteceu em Reyhanli comprova a extensão da criminalidade deste regime sanguinário, e do perigo que representa para os vizinhos, para a paz e a estabilidade na região", afirmou a Coalizão Nacional. Ainda neste domingo, o grupo da oposição classificou os ataques como uma "tentativa desesperada e fracassada de semear a discórdia" com a Turquia, que abriga ao menos 326 mil refugiados.

"Sãos e salvos"

Em outra notícia relacionada à fronteira síria, o ministro filipino do Exterior, Albert del Rosario, disse à agência de notícias Reuters neste domingo que quatro soldados da ONU, todos filipinos, foram libertados. Os rebeldes sírios os haviam detido no dia 7 de maio nas Colinas de Golã, região dominada por Israel, enquanto faziam patrulhas próximas a uma região onde os mesmos rebeldes haviam aprisionado 21 observadores, também filipinos, por três dias em março.

Em nota, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou que estima a "assistência do Catar e de outros envolvidos em garantir a libertação segura" dos soldados, e enfatizou "para todas as partes a imparcialidade dos capacetes-azuis das Nações Unidas."

A brigada rebelde Mártires de Yarmouk anunciara que havia colocado os capacetes-azuis sob custódia para a própria segurança deles, após confrontos na área onde se encontravam. O grupo insurgente não fez nenhum anúncio imediato após a libertação dos capacetes azuis.

CA/afp/ap/rtr/dpa

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