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Mundo

Turquia e Irã defendem solução diplomática para guerra no Iêmen

Países apoiam lados opostos no conflito iemenita. Em encontro, presidentes turco e iraniano pedem o cessar-fogo na região.

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Rouhani recebeu Erdogan em Teerã

A Turquia e o Irã defenderam nesta terça-feira (07/04) a necessidade de uma solução diplomática para por fim à guerra no Iêmen. O conflito foi o principal tema do encontro entre o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e seu homólogo iraniano, Hassan Rouhani, em Teerã.

"Nós conversamos sobre o Iraque, a Síria, a Palestina. Tivemos uma longa discussão sobre o Iêmen. Nós dois acreditamos que a guerra e o derramamento de sangue devem parar imediatamente na região, um cessar-fogo completo precisa ser estabelecido", afirmou Rouhani, após o encontro que visava diminuir as diferenças entre os países, agravadas ainda mais com a guerra iemenita.

Rouhani também disse que espera que as duas nações "com ajuda de outros países na região" possam contribui para "a paz, a estabilidade e um governo e diálogo amplos" entre iemenitas.

Erdogan não fez referências concretas ao Iêmen, mas procurou minimizar a tensão regional. "Eu não olho para seitas. Não me interessa se é xiita ou sunita, me interessa se é muçulmano", disse o presidente turco e acrescentou: "temos que por fim a esse derramamento de sangue".

Lados opostos

A visita de Erdogan de um dia ao Irã ocorreu em um momento no qual as relações entre Ancara e Teerã, que já estavam tensas após divergências sobre a Síria, ficaram ainda mais abaladas devido à guerra no Iêmen, na qual eles apoiam lados opostos.

O líder turco faz parte do grupo sunita e está apoiando a campanha militar da Arábia Saudita contra os insurgentes houthis no Iêmen. Teerã, no entanto, está ao lado dos rebeldes xiitas e condena os ataques aéreos liderados pela coalizão árabe.

As duas nações também estão em lados opostos na guerra civil síria. O Irã defende fortemente o presidente sírio, Bashar al-Assad, inclusive com suporte militar. Já a Turquia busca a mudança de regime em Damasco.

No final de março, Erdogan acusou o Irã de tentar dominar a região e pediu para que Teerã retirasse todas as suas forças do Iêmen, Síria e Iraque.

CN/rtr/apf/ap

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