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Mundo

Turquia bloqueia acesso a redes sociais

Justiça derruba Twitter, Youtube e Facebook para evitar circulação de imagens do sequestro de promotor por extremistas de esquerda em Istambul. Em 2014, mídias foram bloqueadas para abafar escândalo em torno de Erdogan.

O acesso ao Twitter, Youtube e Facebook foi bloqueado na Turquia nesta segunda-feira (06/04), para evitar a circulação de imagens do

sequestro

de um promotor público, assassinado na semana passada nas mãos de radicais de esquerda.

A ordem foi emitida por um tribunal de Istambul e lista mais de 160 site a serem bloqueados para impedir a divulgação de uma foto que mostra o promotor Mehmet Selim Kiraz feito refém, com uma pistola na cabeça.

O atentado foi reivindicado pelo grupo de extrema esquerda DHKP/C, que divulgou a foto nas redes sociais, tirada pelos próprios sequestradores. Tanto o promotor como os dois extremistas morreram durante o sequestro e na operação de resgate.

O bloqueio, segundo o jornal Hürriyet, foi suspenso rapidamente no caso do Facebook, após a empresa se comprometer a apagar as imagens do promotor. Por outro lado, YouTube e Twitter continuavam com problemas para serem acessados até o início da tarde de segunda-feira.

Não é a primeira vez que a censura é imposta a mídias sociais na Turquia. O país bloqueou temporariamente o Twitter e o YouTube pouco antes das eleições locais em março de 2014, depois do vazamento de gravações de áudio que supostamente mostravam corrupção no círculo próximo ao então primeiro-ministro e atual presidente Recep Tayyip Erdogan.

A Turquia entrou com cinco vezes mais pedidos de remoção de conteúdo junto ao Twitter do que qualquer outro país no segundo semestre de 2014. No ano passado, Ancara endureceu leis de modo a permitir que sites sejam bloqueados pelas autoridades mais facilmente.

RPR/ap/dpa/rtr

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