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Mundo

Turquia autoriza passagem de 200 curdos iraquianos por seu território

Combatentes peshmerga vindos do norte do Iraque reforçarão defesa da cidade síria de Kobane, alvo de investidas do "Estado Islâmico". EUA ameaçam com sanções quem comprar petróleo dos jihadistas.

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Combatente peshmerga iraquiano durante confronto com jihadistas do "Estado Islâmico"

Cerca de 200 combatentes curdos peshmerga, vindos do norte do Iraque e com destino a Kobane, no norte da Síria, passarão por um corredor em território turco, anunciou nesta quinta-feira (23/10) o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Em Kobane, os peshmerga iraquianos vão se unir a cerca de 2 mil combatentes curdos sírios, que lutam contra o avanço do "Estado Islâmico" (EI).

O anúncio foi feito durante uma visita de Erdogan a Riga, na Letônia. Um dia antes, parlamentares da região semiautônoma no Iraque haviam autorizado o envio de um reforço para os combatentes sírios.

Um alto funcionário da administração curda iraquiana disse que os 200 peshmerga estarão equipados com armas mais pesadas do que aquelas usadas pelos curdos sírios em Kobane.

Já na segunda-feira passada, Erdogan havia se mostrado disposto a permitir que os combatentes curdos atravessassem o território turco até Kobane. Mas só agora a administração regional curda no Iraque e o Partido da União Democrática (PYD), grupo curdo sírio, chegaram a um acordo com relação ao número de combatentes.

Halgurd Hikmat, porta-voz do grupo peshmerga, disse que os preparativos para o envio dos combatentes estão em curso, mas que isso não aconteceria nesta quinta-feira.

Os confrontos pela tomada de Kobane se arrastam há semanas. Empenhado em consolidar ganhos territoriais no norte da Síria, o EI tem aumentado a pressão sobre a cidade, a despeito das forças aliadas lideradas pelos Estados Unidos continuarem bombardeando áreas ocupadas pelos jihadistas.

Críticas turcas

Türkischer Präsident Erdogan

Erdogan criticou lançamento, pelo ar, de armas e medicamentos destinados aos curdos na Síria.

Erdogan também criticou o lançamento, pelo ar, de armas e medicamentos destinados aos curdos na Síria. Os suprimentos foram providenciados pelo governo regional curdo no Iraque e transportados por aviões americanos.

O presidente turco ressaltou que algumas dessas armas foram parar nas mãos do "Estado Islâmico" e do PYD, grupo chamado por Erdogan de "organização terrorista". Ancara vê o PYD como braço sírio do Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK), cuja luta pela autonomia na Turquia já custou a vida de 40 mil pessoas em três décadas.

Sanções a financiadores do EI

Os Estados Unidos ameaçaram impor sanções a que comprar petróleo de militantes do Estado Islâmico, numa tentativa de secar uma fonte que gera, segundo os americanos, 1 milhão de dólares por dia. O subsecretário do Tesouro, David Cohen, ressaltou que os jihadistas já tomaram amplas áreas do Iraque e da Síria e podem ser uma ameaça aos EUA e aliados se não forem barrados.

"Com a importante exceção de algumas organizações terroristas financiadas por Estados, o EI é provavelmente o grupo terrorista com mais recursos com que já nos confrontamos", disse Cohen.

Segundo ele, os jihadistas têm conseguido levantar milhões de dólares por meio de venda de petróleo, troca de reféns por dinheiro, extorsão e outras atividades criminosas, além do apoio de doadores ricos. "Petróleo, em particular, é uma fonte-chave de recursos." O EI atua no mercado negro da Síria e do Iraque, refinando e vendendo para contrabandistas, que transportam o combustível para a Turquia e para a região curda no Iraque.

MSB/rtr/afp

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