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Economia

Turismo sofre conseqüências dos atentados

Os alemães viajam menos ao exterior, desde o 11 de setembro. Os aeroportos registraram uma grande queda do número de passageiros. Ao mesmo tempo, os hotéis sentem falta dos turistas estrangeiros.

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Passageiros no aeroporto de Munique.

Tornam-se cada vez mais claras as conseqüências dos atentados terroristas nos EUA para o turismo. Dos aeroportos alemães partiram, em outubro, 4,1 milhões de passageiros, o que representa uma diminuição de 12,9% em comparação com outubro de 2000, informou, nesta sexta-feira, o Departamento Federal de Estatísticas, em Wiesbaden. Essa é a maior queda desde abril de 1991. Os vôos para a América do Norte e a África foram os que mais se ressentiram com a menor vontade de viajar dos alemães.

Menos turistas nos hotéis - O setor alemão de hotelaria, por sua vez, queixa-se de menos hóspedes do exterior. "Este não foi um bom ano para o setor de hotelaria", disse o presidente da federação do ramo, Dieter Bauer, ao apresentar, em Berlim, um balanço de 2001. O menor número de turistas estrangeiros desde 11 de setembro e a recessão foram as causas apontadas. Este ano, a reserva de quartos diminuiu 4%.

Bauer expôs, contudo, que nem todos os hotéis foram atingidos igualmente. Os de 2 e 3 estrelas não sofreram por ter sua clientela tradicional dentro do país. Os mais afetados foram os hotéis de luxo, de 4 e 5 estrelas. "Quanto maior a cidade, mais cara a diária e maior a proporção de turistas estrangeiros, mais prejudicados os hotéis", resumiu. Enquanto a reserva de quartos caiu 9% em setembro nos hotéis em geral, a diminuição chegou a 50% nos de luxo.

Wellness e euro - Não obstante, a Federação Alemã de Hotelaria prevê um aumento de 2% das reservas em 2002, "desde que a conjuntura se recupere no primeiro semestre e não tenhamos novos atentados terroristas", acrescentou seu presidente. Ele aposta no chamado wellness boom , a tendência a transformar os hotéis em miniclínicas de beleza e relaxamento, e nos efeitos positivos da circulação do euro. "Quando os europeus puderem comparar melhor os preços, vão se surpreender ao constatar como é relativamente barata a diária na Alemanha".

O problema é que há 557 novos projetos de construção de hotéis no país, principalmente no segmento de luxo, ou seja, o mais prejudicado. Nos próximos dois anos, a oferta de quartos será acrescida em mais 42.500, com o que a capacidade hoteleira aumentará em 5%. Os investimentos estão orçados em 15,7 bilhões de marcos (17,3 bilhões de reais).