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Alemanha

Turismo médico vira negócio milionário

Turismo médico tornou-se um negócio lucrativo na Alemanha com o agravamento da concessão de visto de entrada nos EUA após o 11 de setembro. Setor médico alemão está faturando milhões com pacientes árabes.

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Equipe médica visita paciente num hospital alemão

Ao lado de hospitais e médicos, firmas prestadoras de serviços também estão lucrando, na Alemanha, com a crise nas relações árabe-americanas. Os atentados terroristas que destruíram o World Trade Center e parte do Pentágono em 2001 propiciaram o desenvolvimento de um novo tipo de negócio lucrativo: firmas que prestam serviços a pacientes estrangeiros.

A Germedic, com sede em Colônia, é uma delas. O seu diretor, Axel Hollander, não gosta do conceito "turismo médico", porque, segundo ele, muitos pacientes de outros países que vêm para as clínicas alemãs precisam realmente de ajuda médica. "São pessoas muito doentes de países que não oferecem tratamento adequado e por isso procuram a nossa medicina de ponta."

De fato, o sistema de saúde alemão goza de renome internacional, apesar da crise financeira que enfrenta e que por isso mesmo está sendo reformado. Além disso, existe capacidade ociosa na Alemanha que pode ser preenchida por pacientes estrangeiros. E para os hospitais estes são bem-vindos por motivos econômicos.

Outro aspecto interessante, segundo Hollander, é a existência de especialistas reconhecidos internacionalmente em quase todas as áreas médicas, que podem ser comparados também com os dos hospitais norte-americanos.

Volume de negócio – Em nível político, o trabalho de relações públicas é feito a partir de Bonn. E a Curadoria para Fomento da Medicina Alemã no Exterior intensificou suas atividades nos últimos dois anos, principalmente no mundo árabe, como esclareceu a sua porta-voz Kirsten Adamek. Não existe ainda estatística sobre o número de pacientes árabes que vêm por ano para a Alemanha. As estimativas são de que o volume desse tipo de negócio nos Estados Unidos, da ordem de US$ 1,4 bilhão por ano, caiu 50%. O setor médico americano perdeu dos pacientes árabes de US$ 500 milhões a US$ 700 milhões e parte desse dinheiro passou a fluir para a Alemanha depois de 11 de setembro.

Custos altos - O diretor da Germedic calcula um aumento de 100% a 150% no volume de negócios alemães, no período de um ano e meio . As despesas do paciente submetido a operação ou que sofre de câncer aumentam rápido para dezenas de milhares de euros, segundo Hollander. A média dos custos dos serviços prestados por sua firma para facilitar a vida do paciente varia de 2 mil a 2500 euros. A soma exata é de acordo com a duração da permanência do paciente na Alemanha.

A Germedic cuida da viagem do paciente para a Alemanha, media seus contatos com o hospital, ajuda a encontrar especialistas para cuidar de sua doença e esclarece sobre os custos do tratamento. É a firma que cuida do visto para que o paciente possa vir para a Europa, o que ficou igualmente mais complicado para os árabes depois de 11 de setembro.

Como muitos pacientes só falam árabe e outros apenas arranham o inglês, eles precisam constantemente de um intérprete. Por sorte, ainda não morreu nenhum paciente árabe que veio através da agência Germedic. O caso mais complicado, segundo o seu diretor Hollander, foi de um árabe que veio pare receber um prótese do quadril e sofreu um ataque cardíaco. Ao despertar na unidade de terapia intensiva, ele fumou um cigarro sem filtro e criou tanta confusão que não pôde ser submetido ao tratamento planejado.

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