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Economia

Turismo: a vez dos chineses

Desde o início de setembro, os países-membros da UE abriram suas portas para os turistas chineses. Boa notícia tanto para a Lufthansa quanto para agências de turismo alemãs.

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Grupo de turistas chineses em Colônia

A partir de agora, não são apenas homens de negócios, munidos de vistos no passaporte, que podem deixar a China para visitar a Europa. Desde 1º de setembro, os países-membros da UE estão abertos a todo e qualquer turista chinês. Isso vem a calhar para a classe média chinesa, cada vez mais ávida de conhecer novos destinos.

Zhao Deixang, da agência de turismo CITS, de Xangai, está convencido de que as novas regras irão provocar um verdadeiro boom de turistas chineses na Europa. "Até então, não podíamos nem fazer propaganda de viagens à Europa. Com o novo acordo, podemos informar as pessoas que uma viagem ao Velho Continente não significa necessariamente eliminar vários países em curto espaço de tempo. Elaboramos várias ofertas e verificamos que essa mudança vai abrir novos horizontes", diz Deixang.

Interesse pela história, cultura e comida

Os primeiros pacotes de viagens para a Europa que surgiram no mercado chinês esgotaram-se rapidamente. O que prova que o interesse pela Europa é grande. "A história, cultura e tradição européias, os monumentos, mas também a comida, tudo isso nos fascina. Desde 1990, a maioria dos países asiáticos se abriu para nós, depois a Austrália e também o Japão. Mas nenhum deles é igual à Europa", acredita Huang Guangrong, do Departamento de Turismo de Xangai.

Entre os países preferidos dos chineses, estão a Itália, a França e a Suíça. Embora estes, via de regra, não bastem para os turistas chineses. Mesmo com meros dez dias de férias por ano, eles querem ver o máximo possível da Europa. Em ônibus fretados especialmente, vão de um país a outro. Don Bunkeburg, diretor-geral da Lufthansa em Shangai, negocia no momento com várias agências de turismo que organizam tais viagens.

Maior número de vôos

Lufthansa Flügel auf dem Frankfurter Flughafen

A própria Lufthansa, por sua vez, conta com um sensível aumento de passageiros da China para a Europa. "Este acordo fez com que o número de vôos subisse. Tínhamos sete vôos por semana para Xangai, agora temos 14. Ou seja, nos preparamos bem para abocanhar essa fatia do mercado. Esperamos um crescimento total de 20% de passageiros chineses para a Alemanha", conclui Bunkeburg.

A Lufthansa é tida em Xangai como a mais bem-sucedida companhia aérea. Em comparação ao ano anterior, a empresa ampliou sua atuação na China em torno de 60%, sendo hoje responsável por 20% de todo o tráfego aéreo de passageiros da China para a Europa. Atualmente, a companhia oferece um total de 31 vôos semanais entre China e Alemanha. Hoje, mais de 30% dos passageiros são chineses.

Mercado em expansão

Também o setor de agências de turismo deve crescer com o boom chinês. Em setembro do último ano, o grupo TUI já havia iniciado uma joint venture com o China Travel Service. Para o setor, a China é considerada o mercado em expansão por excelência. A cada ano, 20 a 30 milhões de turistas chineses deixam o país em direção ao exterior.

Estes costumam economizar ao máximo na hora de fechar um pacote turístico, tentando pagar o menos possível por vôos e hotéis. Mas, uma vez na Europa, são conhecidos por não terem medo de abrir as carteiras. Em geral, vão carregados de volta para casa. Entre as aquisições de praxe, estão relógios suíços, perfumes franceses e várias peças de roupas de grife. Nada exatamente barato.

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