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Mundo

Tunísia efetua primeiras prisões após ataque

Autoridades tunisianas confirmam detenção de um "número significativo" de pessoas ligadas ao atentado terrorista. Quantidade de cidadãos britânicos mortos sobe para 18 e pode chegar a cerca de 30.

Autoridades tunisianas anunciaram nesta segunda-feira (29/06) as primeiras prisões após o

ataque que deixou 38 mortos

em um resort próximo à cidade de Sousse, no leste do país, na última sexta-feira.

O ministro do Interior, Najem Gharsalli, confirmou que as autoridades prenderam "um número significativo de indivíduos da rede que estava por trás do terrorista", se referindo ao atirador, identificado como o estudante Seifeddine Rezgui, de 23 anos.

Ele teria tirado um rifle de assalto Kalashnikov de um guarda-sol e aberto fogo contra os turistas, antes de ser morto a tiros. Gharsalli afirmou que a polícia investiga se ele teria sido treinado em campos jihadistas na Líbia.

Durante visita ao local do ataque, a ministra britânica do Interior, Theresa May, prometeu o empenho de seu país na luta contra os extremistas. Em coletiva de imprensa conjunta com seus homólogos da Alemanha, França e Tunísia, ela afirmou que as autoridades estão "decididas a derrotar aqueles que visam a enfraquecer nossa liberdade e democracia e assegurar que os terroristas não irão vencer".

May, juntamente com os ministros do Interior da Alemanha, Thomas De Maizière, e da França, Bernard Cazeneuve, se juntaram a autoridades tunisianas numa cerimônia em homenagem às vítimas na areia, perto do hotel Imperial Marhaba, onde o ataque ocorreu.

Um porta-voz do primeiro-ministro britânico,

David Cameron

, afirmou que as autoridades do Reino Unido identificaram até o momento 18 cidadãos britânicos mortos, e que esse número pode aumentar para em torno de 30. Inicialmente, acreditava-se que 15 britânicos haviam morrido, além de três irlandeses, um alemão, um belga e um português.

O massacre, cuja autoria foi reivindicada pela organização extremista "Estado Islâmico" (EI), causou o maior número de vítimas britânicas desde os atentados terroristas em Londres, em 2005.

RC/rtr/afp

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