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Mundo

Tunísia diz que está em guerra contra terrorismo

Após atentado em museu da capital, presidente promete combater terroristas sem abalar a democracia do país. Número de mortos sobe para 23, entre eles 18 turistas estrangeiros.

O presidente da Tunísia, Beji Caid Essebsi jurou combater o terrorismo "sem misericórdia", após o

atentado no Museu Nacional do Bardo

, na capital do país. O número de mortos no ataque foi elevado nesta quinta-feira (19/03) para 23 – incluindo 18 turistas estrangeiros.

"Os tunisianos estão em estado de guerra contra o terrorismo", afirmou o presidente, em pronunciamento em rede nacional na noite de quarta-feira (19/03). "Essas células minoritárias e brutais não vão nos intimidar. Sairemos vitoriosos".

Essebsi, que

assumiu a presidência em dezembro

, prometeu que a Tunísia vai manter sua democracia enquanto luta para "acabar com os traidores".

O ataque é o maior no país desde 2002, quando um atentado perpetrado por um homem-bomba da Al Qaeda matou 21 turistas estrangeiros numa sinagoga na ilha turística de Djerba. Ele é também o episódio de maior violência na Tunísia desde os levantes que derrubaram o ditador Zine el-Abidine Ben Ali, em 2011.

O primeiro-ministro Habib Essid divulgou a identidade dos dois terroristas, Yassine Abidi e Hatem Khachnaoui, afirmando que eles seriam "provavelmente" tunisianos. Ele informou que os serviços de inteligência tinham informações sobre Abidi, ainda que não houvesse "nada em especial".

As autoridades não forneceram maiores detalhes, mas disseram ser possível que dois ou três cúmplices dos perpetradores ainda estejam livres. Até o momento, nenhuma organização terrorista assumiu a autoria do atentado.

Entre os mortos havia 19 estrangeiros, originários de Japão, Reino Unido, Colômbia, Itália, França, Austrália, Polônia e Espanha. Autoridades tunisianas informaram que 42 pessoas ficaram feridas.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, descreveu o atentado como um "ato deplorável". O presidente da França, François Hollande, e o premiê italiano, Matteo Renzi, também condenaram o ataque.

RC/afp/ap/dpa

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