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Economia

Tudo começou com a eucerina

História do tradicional Creme Nivea começou com a descoberta revolucionária de um ingrediente para fazer emulsões. Mais de 90 anos depois, a empresa fabrica uma ampla linha de produtos, não só cosméticos.

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Rolf Kunisch, presidente da Beiersdorf

Em 1911, o proprietário da empresa Beiersdorf, o alemão Oskar Troplowitz, iniciou com o químico Isaac Lifschütz e o dermatologista Paul Unna o desenvolvimento de um creme para pele baseado na emulsão feita com a recém-descoberta eucerina. Esse agente emoliente baseado em álcoois de lanolina havia sido isolado por Lifschütz.

Retirado da cera da lã de ovelha, o novo ingrediente permitia a mistura estável de óleo com água. Antes dessa descoberta, os cosméticos eram baseados em gorduras animais e vegetais que se decompunham rapidamente. Reconhecendo o grande potencial cosmético desse desenvolvimento, Lifschütz o chamou eucerina, "a cera da beleza". O primeiro creme estável do mundo para a pele entrou no mercado em dezembro de 1911.

A empresa, que fica em Hamburgo, havia sido comprada por Troplowitz do próprio fundador Carl Beiersdorf, em 1890. Astuto homem de negócios, o novo proprietário logo passou a negociar com êxito não só produtos para o corpo. Ele desenvolveu e fabricou também fitas adesivas e os primeiros curativos adesivos.

Novos tempos

A Primeira Guerra Mundial havia freado a distribuição de cosméticos, que, devido às circunstâncias, tornaram-se supérfluos. Porém a marca Nivea já era tão conhecida entre os consumidores que, após a guerra, a Beiersdorf passou a usar o nome para uma série de outros produtos.

Após o fim do conflito, a percepção de mundo para as mulheres havia mudado. Elas despertaram como força de trabalho, ganharam direito de voto, ao mesmo tempo em que o ideal de beleza mudava: a feição aristocrática e pálida dava lugar à mulher ativa e saudável.

Esta emancipação começou a ser usada pela publicidade, numa época em que economia enfrentava uma grave crise. A inflação desenfreada na Alemanha como resultado da guerra fez com que, no final de 1923, uma lata de creme Nivea custasse mais de 100 bilhões de marcos.

Em 1924, o design da lata foi mudado de forma radical. A delicada escrita em itálico e o fundo amarelo foram substituídos por uma lata azul com a grafia Nivea Creme em letras maiúsculas brancas. Mais tarde, a grafia seria alterada mais uma vez.

Os arrojados anúncios mostravam três rapazes atléticos que conquistavam os corações femininos, ao mesmo tempo em que transmitiam a mensagem de que a marca Nivea poderia ser usada por toda a família.

Conquistando o mercado

Sommer an der Ostsee mit Nivea

Nos anos 30, a linha de produtos foi ampliada. O lançamento de um óleo bronzeador acompanhado de um calendário com a tendência do clima para as duas semanas seguintes ajudou a estabelecer a marca entre os consumidores, passando a idéia de que, além de servir para a família, podia ser usada todas as estações do ano, tanto em casa como nos esportes.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a publicidade da empresa esteve nas mãos de Elly Heuss-Knapp, esposa do futuro presidente Theodor Heuss. Nesta época, os anúncios tentavam buscar a normalidade numa época cada vez mais afetada por desconforto, sofrimento e privação. No final da década de 40, a Beiersdorf começou a adquirir de volta as licenças da marca confiscadas em diversos países por causa da guerra. Este processo foi concluído somente em 1997.O centro de pesquisas da Beiersdorf emprega mais de 150 pesquisadores especializados em cosméticos, produtos farmacêuticos e químicos, cujos produtos são vendidos em cerca de 150 países.

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