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Mundo

Tsipras promove reforma ministerial

Premiê grego substitui ministros dissidentes que votaram contra o acordo com credores internacionais. No total, nove mudanças são realizadas no gabinete do governo.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, promoveu nesta sexta-feira (17/07) uma reforma ministerial, um dia depois da

dissidência de alguns correligionários

do partido Syriza na votação parlamentar do primeiro pacote de reformas exigido pelos credores internacionais em troca de um terceiro programa de resgate para o país.

Em uma tentativa de mostrar aos credores internacionais que está no controle, Tsipras substituiu ministros e ministros adjuntos que votaram contra as

medidas de austeridade

apresentadas pelo governo. Dos 64 votos contrários e das seis abstenções, 38 vieram da bancada do Syriza.

Entre os substituídos que votaram contra o governo estão o ministro da Energia, Panagiotis Lafazanis, líder da facção linha dura do partido que tem exigido a saída do país do zona do euro; e o ministro adjunto do Trabalho, Dimtris Stratoulis. O ministro adjunto da Defesa Costas Ísijos, ligado a Lafazanis, também foi afastado.

Lafazanis foi substituído pelo atual ministro do Trabalho, Panos Skourletis, um dos aliados mais próximos do premiê. Skourletis assumirá um ministério chave para o acordo europeu e ficará responsável pela série de privatizações previstas no plano.

A reforma ministerial era esperada desde que uma rebelião interna no partido deixou Tsipras dependendo dos votos da bancada pró-europeia, de oposição, para conseguir aprovar as medidas exigidas no acordo com os credores internacionais.

A reforma atingiu ao todo nove integrantes do governo. A posse dos novos ministros será no sábado. Tsipras também descartou a possibilidade de eleições antecipadas antes do fechamento do acordo para um programa de resgate.

Empréstimo emergencial

Nesta sexta-feira, os países-membros União Europeia deram o aval à concessão de um

empréstimo emergencial

de mais de 7 bilhões de euros à Grécia. O dinheiro deve cobrir as necessidades do país até agosto, quando se espera que o novo pacote de ajuda, estimado em 86 bilhões de euros, esteja concluído.

O Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) também aprovou nesta sexta-feira o início das

negociações

sobre o controverso pacote de resgate para a Grécia. Foram 439 votos favoráveis, 119 contrários e 40 abstenções. O aval dos parlamentares alemães autoriza o governo Merkel a participar das negociações.

CN/rtr/afp/ap/lusa

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