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Mundo

Tsipras afirma que "acordo ruim" foi o melhor disponível

Em entrevista, primeiro-ministro grego defende mudança de posição em relação a reformas e reafirma compromisso com credores. Bancos permanecem fechados no país até liberação de empréstimo.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, defendeu nesta terça-feira (14/07) o acordo fechado com os credores europeus sobre um terceiro pacote de resgate para o país. Em entrevista à emissora de televisão grega estatal ERT, Tsipras disse que embora tenha sido "uma noite ruim para a Europa" e o acordo tenha sido "imposto" a Atenas, ele evitou a saída da Grécia da zona do euro e agora precisa ser implementado.

"Assumo totalmente minhas responsabilidades por erros e omissões e por assinar um texto, no qual não acredito, mas sou obrigado a implementar", afirmou o primeiro-ministro, alegando que aceitou a proposta para evitar um desastre no país.

Na entrevista de quase uma hora que misturou defesa da sua mudança de posição e alfinetada nos credores europeus, Tsipras disse que lutou para tentar evitar cortes nos salários e nas aposentadorias e acrescentou que os ajustes fiscais do atual acordo são mais suaves do que os previstos no passado.

O premiê afirmou ainda que, apesar da resistência de alguns países em emprestar mais dinheiro para a Grécia, especialmente da Finlândia e da Holanda, eles acabaram cedendo no final e concordaram também com a reestruturação da dívida do país.

Votação parlamentar

As declarações foram feitas na véspera da votação parlamentar que decidirá sobre reformas propostas no acordo. O primeiro-ministro enfrenta uma oposição cada vez maior

dentro do próprio partido

, o radical de esquerda Syriza, por ter feito concessões em favor de medidas de austeridade e reformas que contrariam promessas de sua campanha eleitoral.

Mas mesmo com a oposição, Tsipras fez questão de ressaltar que a Grécia precisa do ajuste fiscal e ele não fugirá das responsabilidades assumidas com credores. Ele também deixou claro que pretende governar até o fim do mandato de quatro anos. "A verdade dura é essa via de mão única para a Grécia que nos foi imposta", afirmou.

Ao ser questionando quando terminaria o feriado bancário no país, em vigor há mais de duas semanas, Tsipras respondeu que a abertura dos bancos depende da ratificação do acordo. Esse processo, porém, pode durar mais de um mês.

"Não será de um dia para o outro. Haverá um retorno gradual para a normalidade, começando com um aumento nos saques", disse o premiê ao falar sobre as medidas de controle de capital que estão em vigor no país desde o final de junho. Atualmente, o limite diário de saques em caixas eletrônicos é de 60 euros.

Para conseguir o empréstimo da União Europeia, o primeiro-ministro tem até quarta-feira à noite para aprovar no Parlamento as primeiras

reformas previstas

no acordo. Diante da crescente resistência dentro do próprio partido, Tsipras precisa do apoio da oposição para garantir a aprovação das medidas.

CN/rtr/dpa/afp/lusa

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