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Mundo

Tsipras acusa Portugal e Espanha de liderarem eixo contra Grécia

Lisboa e Madri queriam o fracasso de negociações da Grécia junto ao Eurogrupo, diz premiê. Segundo ele, preocupação é que exemplo grego afete outras nações, especialmente antes das eleições espanholas.

Após uma semana de negociações que resultaram na extensão do programa de resgate à Grécia por mais quatro meses, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou neste sábado (28/02) que Portugal e Espanha formaram um "eixo contra Atenas" para fazer com que as negociações junto ao Eurogrupo fracassassem.

"Nós nos deparamos com um eixo de poderes liderado pelos governos da Espanha e de Portugal que, por motivos políticos óbvios, tentou levar a Grécia para o abismo durante todas as negociações", disse Tsipras durante encontro do seu partido, Syriza. Para o líder grego, o objetivo era provocar um desgaste prematuro do governo.

Para o premiê grego, Portugal e Espanha queriam desgastar, derrubar e levar o governo grego a uma rendição incondicional "antes que o trabalho comece a dar frutos" e antes que o exemplo da Grécia afetasse outros países, principalmente antes das eleições na Espanha previstas para o final deste ano.

Em entrevista publicada neste sábado pelo jornal português Expresso, o primeiro-ministro do país, Pedro Passos Coelho, afirma que Portugal está "alinhado com todos os outros 17 países da zona do euro" e que a ideia de que o país teria sido um dos mais exigentes com Atenas "não é verdadeira".

Ao discursar para seu partido, Tsipras disse ainda que "a batalha vai continuar". "Quem pensa que vamos desistir vai se decepcionar", afirmou ao comitê central do Syriza, de acordo com a agência de notícias AFP.

Alemanha aprova extensão

O atual programa de resgate da Grécia de 240 bilhões de euros ia expirar neste sábado, mas uma extensão de quatro meses foi aprovada pelos ministros das Finanças da zona do euro na terça-feira, depois que o governo grego apresentou uma lista de seis páginas detalhando seus planos de reformas.

Tsipras enfrenta o desafio de dar alívio aos cidadãos que votaram no seu partido e, ao mesmo tempo, controlar os gastos do governo. O premiê grego qualificou o acordo com o Eurogrupo como uma vitória para a Grécia, apesar dos protestos em Atenas. Ele citou ainda rumores de dissidência de alguns parlamentares alemães mesmo com o voto esmagador a favor da extensão do programa à Grécia.

O Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) aprovou na sexta-feira, por ampla maioria, a extensão do programa de ajuda financeira à Grécia. Foram 542 votos a favor e apenas 32 contrários, além de 13 abstenções. A aprovação era esperada, já que a coalizão de governo detém 80% das cadeiras.

Sonegadores na mira

Em uma entrevista transmitida neste sábado pela emissora privada de televisão grega Skai, o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, dirigiu duras palavras aos que fogem do fisco. "O que nos interessa é quem tem dinheiro, mas nunca pagou [impostos]. Eles são nosso alvo e não teremos piedade alguma", afirmou.

As medidas, de acordo com Varoufakis, podem incluir um imposto único para os ricos. "Temos o compromisso de equilibrar o nosso orçamento. Se eu tiver que cobrar um imposto extraordinário, vou fazê-lo, mas será apenas para aqueles que podem pagar. Nós não vamos tirar dinheiro de pessoas que estão sofrendo", garantiu.

FC/rtr/afp/dpa/lusa

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