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Brasil

TSE usa estrutura da Copa para monitorar eleições

Centros de comando usados durante o Mundial auxiliarão Ministério da Defesa e a Justiça a coibir crimes eleitorais. Trinta mil militares das Forças Armadas atuarão na segurança e logística das eleições.

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Mais de 2 mil homens do Exército vão atuar no Complexo da Maré neste domingo (05/10)

A mais de 800 quilômetros de Belém, próximo à fronteira do Brasil com Suriname e Guiana, o município paraense de Oriximiná aguarda o envio de tropas federais para garantir a segurança durante as eleições. Os cerca de 65 mil habitantes já presenciaram episódios de violência em campanhas eleitorais.

No último pleito municipal, em 2012, conflitos entre famílias nas zonas rurais acabaram em tragédia. "Houve mortes, vários casos de lesão corporal – eles usam facões – e conflitos", conta Ana Gabriela Nogueira Campos, chefe da principal zona eleitoral da cidade. "Como os problemas entre as famílias persistem, quisemos nos assegurar para evitar qualquer surpresa."

A comarca de Oriximiná pediu apoio para garantir a lei e a ordem em quatro seções específicas, onde se chega por estradas ou rios. O pedido está sendo avaliado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que já autorizou o envio de tropas a ao menos 256 municípios em 15 estados.

Em 88 localidades de acesso restrito, soldados das Forças Armadas prestam apoio logístico, utilizando aeronaves e embarcações. Parte das forças de segurança começou a se deslocar já nesta quinta-feira (02/10).

"Nesses locais pode haver uma carência de meios policiais, e o juiz eleitoral não se sente seguro para realizar as eleições. Por isso, faz a solicitação ao TSE", explica Paulo Sérgio Ribeiro, da subchefia de operações do Ministério da Defesa. "A tropa vai atuar para proibir crimes eleitorais, como a boca de urna, o mais comum."

São cerca de 30 mil militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, que vão se concentrar na região Norte, em cinco estados do Nordeste e no Rio de Janeiro, o mesmo efetivo disponibilizado nas eleições de 2010 e 2012.

No Rio, 2,5 mil soldados do Exército que atuam na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo da Maré serão responsáveis pela segurança nas seções eleitorais durante a votação e a apuração dos votos.

Centros de comando

De forma inédita, as eleições deste ano vão contar com um aparato integrado de monitoramento entre as forças de segurança e a Justiça Eleitoral. Em Brasília, o TSE vai utilizar a estrutura do Centro Nacional de Comando e Controle, criado para a Copa do Mundo de 2014, e receber todas as informações referentes aos doze centros regionais espalhados pelo país e do Centro de Operações Conjuntas das Forças Armadas.

Todos os dados recolhidos serão compartilhados entre as tropas federais, polícias e tribunais eleitorais. "Poderemos agir de forma integrada, com ações de segurança e a aplicação punitiva da Justiça Eleitoral", disse em nota a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki.

Além do reforço das Forças Armadas, os municípios vão contar neste domingo com a atuação de 400 mil policiais.

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