Trump rechaça decisão judicial que suspende veto migratório | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 04.02.2017
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Estados Unidos

Trump rechaça decisão judicial que suspende veto migratório

Presidente americano classifica como "ridícula" e promete derrubar a liminar de um juiz federal que barra seu decreto anti-imigração. Companhias dizem ter voltado a permitir o embarque de cidadãos proibidos pelo veto.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desafiou neste sábado (04/02) a decisão de um juiz federal em Seattle de suspender, em caráter temporário e em nível nacional, o decreto anti-imigração assinado pelo líder republicano no último dia 27 de janeiro.

"A opinião deste suposto juiz, que essencialmente leva para longe de nosso país o cumprimento da lei, é ridícula e será derrubada!", afirmou o presidente americano em mensagem publicada no Twitter.

Na noite de sexta-feira, o juiz James Robart, em resposta a uma ação aberta pelos estados de Washington e Minnesota, decidiu suspender a ordem executiva que proíbe temporariamente a entrada nos EUA de refugiados e cidadãos de sete países de maioria muçulmana.

Ainda na sexta-feira, a Casa Branca declarou que entraria "o mais rápido possível" com um recurso contra a decisão judicial. "A ordem do presidente tem como objetivo proteger o país, e ele tem a autoridade constitucional e a responsabilidade de fazê-lo", disse o porta-voz Sean Spicer em nota.

O presidente se pronunciou sobre a determinação do juiz Robart apenas neste sábado, em três mensagens postadas no Twitter. "Quando um país já não é capaz de dizer quem pode e quem não pode entrar ou sair, especialmente por razões de segurança, há um grande problema!", escreveu.

Em outra postagem, Trump afirmou que "certos países do Oriente Médio concordam com o veto", porque sabem que, "se certas pessoas tiverem permissão de entrada, haverá morte e destruição".

A ordem de Trump suspendia por 120 dias a entrada de refugiados e por tempo indefinido o acesso de todos os migrantes vindos da Síria. O decreto também impôs uma proibição de entrada nos EUA, durante 90 dias, a cidadãos de sete países: Iraque, Irã, Iêmen, Líbia, Síria, Somália e Sudão.

Neste sábado, companhias aéreas internacionais informaram que voltaram a permitir o embarque de passageiros desses países em voos com destino aos Estados Unidos, desde que possuam vistos válidos. A Qatar Airlines foi a primeira delas, seguida pela Air France, Emirates, Iberia e Lufthansa.

A agência de notícias AP relatou grande movimentação no aeroporto internacional de Bagdá, no Iraque, desde a suspensão do veto migratório. Segundo o veículo, muitas reservas foram feitas neste sábado para voos com destino a Dubai, Istambul e Cairo, de onde partem voos diretos para os EUA.

EK/afp/ap/lusa/efe

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