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Mundo

Trump estreia propaganda na TV com polêmica

Em 30 segundos de vídeo, magnata reforça proposta de banir entrada de muçulmanos e promete "cortar cabeça" do "Estado Islâmico". Imagens de migrantes marroquinos são usadas para abordar questão na fronteira com México.

A propaganda eleitoral de Donald Trump na TV começou da mesma forma que vem se desenrolando toda a sua campanha à Casa Branca: com controvérsia. Em seu primeiro vídeo, a equipe do pré-candidato republicano usa imagens de imigrantes marroquinos na Espanha para falar da situação na fronteira com o México.

No vídeo de 30 segundos, aparece uma imagem que parece ser da chegada em massa nos EUA de migrantes ilegais na fronteira com o México, enquanto se lembra a proposta de Trump de erguer um grande muro para evitar o fluxo.

No entanto, as imagens não correspondem à fronteira do sul dos EUA, mas a uma gravação de 2014 da fronteira da Espanha com o Marrocos em Melilla.

O responsável pela campanha, Cory Lewandowski, reconheceu à emissora NBC que "não é a fronteira mexicana" que aparece no vídeo eleitoral. Porém, afirmou que o objetivo era mostrar "o que pode ocorrer nos EUA se não for construído um muro".

O primeiro anúncio publicitário de televisão de Trump destaca suas intenções de acabar com o terrorismo islâmico e a imigração ilegal. A propaganda apresenta fotos do presidente dos EUA, Barack Obama, e da pré-candidata presidencial democrata Hillary Clinton, ao referir-se às políticas públicas para fazer frente ao jihadismo.

Às fotos de Obama e de Hillary acompanham as dos dois autores do massacre de San Bernardino (Califórnia), de novembro do ano passado, com uma voz em off que lembra a proposta de impedir temporariamente a entrada de muçulmanos nos EUA.

O vídeo é completado com imagens de um navio de guerra fazendo um disparo de artilharia e fotos de radicais islâmicos. Depois, aparece a mensagem de Trump de que "cortará a cabeça" do "Estado Islâmico" e "tirará seu petróleo".

A propaganda termina com uma imagem de um dos comícios do pré-candidato presidencial republicano. Nele, o magnata insiste em seu lema de que conseguirá que o país seja "grande" novamente.

RPR/rtr/afp/efe