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Estados Unidos

Trump escolhe Nikki Haley para ser embaixadora na ONU

Governadora da Carolina do Sul é a primeira mulher a ser nomeada para um cargo importante do futuro governo Trump. Filha de imigrantes indianos, Haley e o magnata trocaram farpas durante a campanha eleitoral.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou a republicana Nikki Haley, atual governadora da Carolina do Sul, para o cargo de embaixadora nas Nações Unidas, segundo anunciou nesta quarta-feira (23/11) a equipe de transição do magnata, em comunicado.

"A governadora Haley tem um histórico comprovado de aproximar pessoas independentemente de sua origem ou partido político, a fim de avançar políticas importantes para a melhoria de seu estado e de nosso país", afirma Trump na nota. "Ela será uma ótima líder nos representando mundialmente."

Haley aceitou a indicação ao cargo nesta quarta-feira, mas afirmou que permanecerá em seu posto no governo estadual até que a decisão do gabinete seja aprovada pelo Senado. Em comunicado, a republicana declarou que foi movida a aceitar a nomeação pelo que chamou de "senso de dever".

A governadora será a terceira mulher consecutiva a representar os Estados Unidos na ONU, depois de Susan Rice e Samantha Power, atual ocupante do cargo. Haley, no entanto, difere de suas antecessoras pela falta de experiência anterior com política externa.

Jaime Harrison, presidente do Partido Democrata na Carolina do Sul, parabenizou a governadora de seu estado pela indicação, mas demonstrou preocupação com a sua ausência de experiência.

"Espero que a governadora seja uma rápida aprendiz, já que, como uma das mais importantes diplomatas do país, ela terá a significativa tarefa de lidar em tempo real com todas as possíveis crises internacionais que surgirem", afirmou Harrison em comunicado.

Oposição a Trump

Haley, de 44 anos, é filha de um casal de imigrantes indianos e se tornou a primeira governadora da Carolina do Sul em 2011. Ela é também a primeira mulher a ser nomeada pelo governo Trump.

Durantes as primárias, a republicana se opôs à candidatura do empresário pelo partido, apoiando primeiramente o senador pela Flórida Marco Rubio e depois o senador pelo Texas Ted Cruz.

Na ocasião, Haley fez duras críticas à campanha eleitoral de Trump, por ele ter chamado, por exemplo, os imigrantes mexicanos de estupradores e ameaçado proibir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos, além de ter sido acusado de assédio sexual por uma série de mulheres.

Em março, Trump rebateu a colega de partido no Twitter, escrevendo que "o povo da Carolina do Sul está envergonhado por Nikki Haley". A governadora, no entanto, acabou votando no empresário nas eleições de 8 de novembro e teve um encontro com ele na Trump Tower, em Nova York, após a vitória.

EK/efe/lusa/afp/dpa/dw

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