Trump diz que Otan ″não é mais obsoleta″ | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 13.04.2017
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Mundo

Trump diz que Otan "não é mais obsoleta"

Após criticar duramente a aliança militar do Atlântico Norte durante a campanha eleitoral, presidente dos EUA exalta a cooperação internacional, mas ressalva que Otan deve "se adaptar aos novos tempos".

Trump (dir.) recebe secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, na Casa Branca

Trump (dir.) recebe secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece ter mudado radicalmente de opinião sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte, ao afirmar nesta quarta-feira (12/04) que a aliança militar do Atlântico Norte "não é mais obsoleta", contrariando as duras críticas emitidas durante a campanha eleitoral.

"Eu me queixei sobre isso faz tempo. Disse que ela era obsoleta. Não é mais obsoleta", disse o chefe de Estado republicano à imprensa, na Casa Branca, após reunir-se com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.

Trump disse que o encontro com Stoltenberg foi produtivo e que a Otan decidiu "fazer mais na luta contra o terrorismo ". Ele voltou a  insistir que os membros da aliança aumentem seus gastos com defesa até o teto estipulado de 2% dos respectivos Produtos Internos Brutos (PIB).

Segundo o americano, cada geração deve encontrar meios de adaptar a Otan aos novos tempos: "Não devemos ficar presos ao raciocínio cansado que muitos têm, mas sim aplicar novas soluções para encarar novas circunstâncias em todo o mundo."

Para o secretário-geral da Aliança Atlântica, uma de suas prioridades é garantir que os Estados-membros cumpram suas obrigações para com a organização. "A mensagem clara e direta do presidente Trump ajudou, e vemos como os países estão começando a trabalhar na direção adequada", afirmou Stoltenberg.

Após elogiar o papel dos EUA na Otan, mencionando especialmente o envio recente de tropas americanas ao Leste Europeu. Stoltenberg também exaltou as contribuições da aliança para o país, afirmando que nenhuma outra superpotência teve tanto apoio: graças à Otan, "os EUA possuem os melhores amigos e aliados do mundo".

A cúpula dos líderes da Otan, no fim de maio em Bruxelas, será a primeira viagem internacional e apresentação oficial fora dos EUA de Trump, após assumir a presidência em janeiro.

Em meio a uma nova crise nas relações russo-americanas, após o ataque com armas químicas na Síria atribuído ao regime do presidente Bashar al-Assad, aliado de Moscou, Trump disse que "seria maravilhoso se a Otan e nosso país pudessem ter um melhor relacionamento com a Rússia".

O presidente Vladimir Putin "é o líder da Rússia, a Rússia é um país forte, os EUA são um país muito forte, vamos ver como isso tudo vai funcionar", comentou o líder americano.

RC/efe/dw

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