Trump diz que EUA podem voltar ao Acordo de Paris | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 10.01.2018
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Mundo

Trump diz que EUA podem voltar ao Acordo de Paris

Presidente afirma que tratado trata seu país "injustamente", mas que pode reconsiderar decisão de abandonar pacto. Republicano diz ser "improvável" que ele venha a ser interrogado sobre suposto conluio com a Rússia.

Presidente dos EUA, Donald Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump: "não houve conluio com a Rússia"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (10/01), ser "concebível” que os EUA voltem ao Acordo sobre o Clima de Paris.

Durante entrevista coletiva na Casa Branca com a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, Trump afirmou que sua principal preocupação com o acordo climático de Paris é que este trata "injustamente os Estados Unidos”, acrescentando que se um acordo melhor puder ser alcançado, Washington poderia ser persuadido a se juntar ao tratado.

"Francamente, é um acordo com o qual não tenho nenhum problema, mas tive um problema com o acordo que eles assinaram, porque, como de costume, eles fizeram um mau negócio", disse o presidente.

"Então, podemos voltar atrás", acrescentou o republicano, que anunciou em junho passado sua intenção de retirar os EUA do acordo de 2015 sobre a redução das emissões do aquecimento global. O processo de saída é longo e complexo, e os comentários de Trump renovarão dúvidas sobre se ele realmente pretende se retirar ou simplesmente quer metas de emissões mais flexíveis.

"Entrevista com Mueller é improvável"

Na mesma entrevista, Trump afirmou considerar "improvável" que ele venha a ser interrogado pelo procurador especial Robert Mueller, chefe da investigação sobre a suposta interferência russa nas eleições americanas de 2016, porque, segundo o presidente americano, "não houve conspiração” de sua campanha eleitoral com o Kremlin.

Ele fez a afirmação ao responder uma pergunta sobre se estaria disposto a falar com Mueller, já que esta semana a mídia americana divulgou a informação de que o procurador especial haveria avisado a equipe de juristas do presidente de que é provável que ele queira entrevistar Trump dentro de semanas.

"Veremos o que vai acontecer, mas quando não há conluio e quando ninguém o acha em nenhum nível, parece improvável que haja uma entrevista”, sublinhou.

"Não houve absolutamente nenhum conluio. Todo mundo sabe disso. Estou já 11 meses na Casa Branca, e estão colocando essa nuvem de falsidades sobre esta administração e sobre este governo", acrescentou, voltando a acusar a oposição democrata de orquestrar o caso após sua vitória nas eleições.

O ex-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Michael Flynn e um ex-assessor da campanha eleitoral de Trump estão cooperando com a investigação de Mueller depois de se terem declarado culpados de mentir para o FBI sobre seus contatos com a Rússia.

Paul Manafort, ex-chefe de campanha de Trump, está sendo acusado por Mueller por 12 delitos, entre eles, conspiração contra os Estados Unidos, fraude fiscal e lavagem de dinheiro, crimes relacionados com seu trabalho como consultor para um partido pró-Rússia na Ucrânia.

MD/efe/dpa/rtr

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