Trump defende laços com a China em carta a Pequim | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 09.02.2017
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Mundo

Trump defende laços com a China em carta a Pequim

Em mensagem enviada a Xi Jinping, presidente dos EUA afirma estar ansioso para desenvolver relação "construtiva". Líderes americano e chinês não se falaram diretamente desde a chegada do magnata à Casa Branca.

Donald Trump e Xi Jinping

Em carta a Xi Jinping (dir.), Trump defendeu relação que beneficie tanto os EUA quanto a China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente chinês, Xi Jinping, onde afirma estar ansioso para trabalhar com Pequim no desenvolvimento das relações bilaterais entre Estados Unidos e China.

Na carta, o republicano agradece Xi pela mensagem de congratulações enviada após a posse na Casa Branca e deseja felicidade pelo Ano Novo Lunar, quase uma semana após o fim das celebrações na China.

Leia mais: Saída dos EUA do TPP abre portas à China

Trump afirmou estar ansioso para desenvolver "uma relação construtiva, que beneficie tanto os Estados Unidos quanto a China", disse o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, em comunicado.

O governo chinês agradeceu a carta nesta quinta-feira. "Apreciamos as saudações festivas do presidente Trump ao presidente Xi Jinping e ao povo chinês", disse o porta-voz do Ministério do Exterior, Lu Kang, ressaltando a importância das relações EUA-China.

Os líderes americano e chinês não tiveram contato direto desde que o magnata assumiu a presidência, em 20 de janeiro. Questionado sobre o fato de Trump ter falado ao telefone com uma série de líderes mundiais, mas não com Xi, Lu afirmou: "Esse tipo de observação não tem sentido."

"A China está disposta a trabalhar com os Estados Unidos aderindo aos princípios de não confrontação, respeito mútuo e benefício mútuo para promover a cooperação, controlar disputas e, sobre uma base saudável e estável, promover o desenvolvimento dos laços China-EUA", disse Lu.

Taiwan é questão delicada

A China teme as ações de Trump quanto a assuntos como a independência de Taiwan e comércio internacional. Em dezembro, o magnata desagradou Pequim ao atender uma ligação telefônica da presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen.

Após vencer as eleições e antes de tomar posse, Trump sugeriu que Washington poderá rever a política de "uma só China", vista por Pequim como uma garantia de que Taiwan é parte do seu território e não uma entidade política soberana. A China considera que Taiwan não tem direito a relações diplomáticas formais com outros países.

Trump também ameaçou elevar os impostos sobre as importações chinesas, acusando Pequim de desvalorizar artificialmente o yuan e roubar empregos dos americanos.

O governo chinês afirmou repetidas vezes ter boas relações com a equipe de Trump. Na semana passada, o Ministério do Exterior da China disse que os dois países permanecem "em estreito contato".

LPF/rtr/ap/lusa

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