Trump coloca condição para defender aliados da Otan | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 21.07.2016
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Trump coloca condição para defender aliados da Otan

Republicano diz que, se for eleito, EUA só participarão de intervenção para ajudar outro país se este tiver cumprido as suas obrigações. "Temos de tomar conta de nós antes de nos preocuparmos com outros."

O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, voltou a questionar o artigo 5º do tratado da Otan, que obriga os 28 países-membros a auxiliar militarmente qualquer outro país-membro que se veja atacado.

Em entrevista ao jornal The New York Times, Trump afirmou nesta quarta-feira (20/07) que, caso seja eleito presidente, os Estados Unidos só participarão de uma intervenção para ajudar um país da Otan se essa nação tiver "cumprido as suas obrigações" com os americanos.

Assistir ao vídeo 00:37
Ao vivo agora
00:37 min

Trump é oficializado candidato republicano

Ele respondia a uma questão específica sobre os temores dos governos dos países bálticos com um possível ataque por parte da Rússia. "Se tiverem respeitado as suas obrigações conosco, então a resposta é sim", disse, sem esclarecer a que obrigações se referia.

O artigo 5º é um dos princípios básicos da Otan, no qual se estabelece que um ataque a um dos membros da aliança é um ataque a todos, e foi invocado pelos Estados Unidos, por exemplo, depois dos atentados de 11 de Setembro.

Trump também disse que não pressionaria o governo da Turquia contra a adoção de medidas de expurgo de adversários políticos ou contra o desrespeito às liberdades civis. Para ele, os Estados Unidos precisam cuidar dos seus próprios problemas antes de tentar mudar o comportamento de outras nações.

"Penso que não temos o direito de dar lições. Olhem para o que se passa no nosso país. Como podemos dar lições se [nos Estados Unidos] pessoas disparam contra policiais a sangue-frio?", declarou o candidato republicano. "Temos de primeiramente tomar conta deste país antes de nos preocuparmos com qualquer outro no mundo", disse.

AS/lusa/ots

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados