Trump aceita se reunir com Kim Jong-un | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 09.03.2018
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Mundo

Trump aceita se reunir com Kim Jong-un

Coreia do Sul afirma que encontro ocorrerá em maio e que convite partiu do líder norte-coreano, que também propôs interromper seu programa nuclear e de mísseis.

Kim Jong-un e Donald Trump

Líder norte-coreano enviou carta a Trump

O chefe do escritório presidencial de Segurança Nacional da Coreia do Sul, Chung Eui-yong, anunciou nesta quinta-feira (08/03), em Washington, que o presidente americano, Donald Trump, e o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, concordaram em se encontrar.

A iniciativa partiu do líder da Coreia do Norte. Kim propôs uma reunião a Trump e lhe ofereceu interromper o programa nuclear e de mísseis de seu país para iniciar uma negociação, afirmaram os emissários sul-coreanos.

Leia também: Um ano de provocações entre Trump e "Homem-Foguete"

Chung, que liderou a delegação enviada por Seul a Washington, entregou a Trump uma mensagem que lhe tinha sido transmitida na segunda-feira por Kim, durante uma reunião em Pyongyang.

"Kim prometeu que a Coreia do Norte não realizará novos testes nucleares e de mísseis", ressaltou Chung a jornalistas na Casa Branca. "Kim expressou sua vontade de conhecer Trump o mais rápido possível", acrescentou.

Os emissários sul-coreanos disseram que Trump aceitou a reunião e que o encontro ocorrerá em maio. A Casa Branca confirmou a disposição do presidente americano de se reunir com Kim. O local e a data do encontro ainda não foram determinados.

Delegação sul-coreana na Casa Branca

Chung anunciou encontro na Casa Branca

O anúncio foi feito após uma reunião da delegação enviada pelo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, com representantes do governo americano na Casa Branca. Antes de embarcar para os EUA, membros do grupo revelaram que levavam uma "mensagem adicional" e secreta de Kim para Trump.

Na segunda-feira, o líder norte-coreano recebeu a delegação sul-coreana em Pyongyang. Na reunião, ficou acordado que Kim e Moon devem se encontrar em abril no vilarejo de Panmunjeom, na zona desmilitarizada entre os dois países. A Coreia do Norte também se dispôs a dialogar com os EUA sobre a desnuclearização e a normalização de laços diplomáticos. 

A viagem da delação sul-coreana a Pyongyang correu semanas depois da histórica visita que a irmã do ditador norte-coreano, Kim Yo-jong, realizou à Coreia do Sul por ocasião dos Jogos Olímpicos de Inverno. Durante um dos seus vários encontros com o presidente Moon, ela fez um convite para realizar uma cúpula com Kim Jong-un.

EUA e Pyongyang estão em atrito há meses devido aos programas nuclear e de mísseis norte-coreanos, e Trump e Kim trocaram insultos e ameaças de guerra. A Coreia do Norte já prometeu várias vezes jamais abdicar de seu programa nuclear, que vê como um elemento de dissuasão essencial perante uma eventual "invasão" americana. Os EUA, que têm 28.500 soldados em território sul-coreano, negam tais planos.

Um encontro entre Kim e Trump marcaria um avanço gigantesco nos esforços para resolver o impasse causado pelo programa nuclear da Coreia do Norte. Se ocorrer, este será o primeiro encontro entre líderes dos dois países. Em 2000, o então presidente Bill Clinton esteve perto de se reunir com o pai de Kim, Kim Jong-il.

CN/rtr/efe/lusa/dpa

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