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Mundo

Tropas sírias repelem "Estado Islâmico" em Palmira

Ofensiva do EI na cidade, considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, ameaça sítios históricos de mais de mil anos de existência. Tropas sírias conseguem conter os avanços dos jihadistas.

Militantes do grupo jihadista "Estado Islâmico" (EI) na Síria realizaram nos últimos dias uma ofensiva sobre a cidade de Palmira, gerando temores sobre uma possível destruição do rico patrimônio histórico do local. Neste domingo (17/05), porém, o diretor de antiguidades do país, Mamon Abdulkarim, informou que as forças sírias conseguiram repelir os avanços do EI na região.

"Temos boas notícias hoje", informou Abdulkarim. "Não houve danos às ruínas, mas isso não significa que não devemos seguir temerosos." O EI, que já destruiu diversos sítios históricos no Iraque, chegou a cerca de um quilômetro do local, considerado pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.

As autoridades expressaram preocupação sobre potenciais danos aos monumentos históricos, colunas e túmulos localizados no sudoeste da cidade. Entretanto, o governador da região, Talal Barazi, afirmou que a ofensiva do EI foi rechaçada na noite deste sábado.

"Nós os removemos da parte norte e nordeste", informou, acrescentando que o Exército sírio rastreava as ruas em busca de explosivos, mas que "a situação na cidade e nos arredores é positiva".

O Observatório dos Direitos Humanos na Síria informou que quase trezentas pessoas morreram durante a ofensiva dos jihadistas. Entre os mortos estão 123 soldados e milicianos fiéis ao regime sírio, 115 combatentes do EI e 57 civis. O diretor da organização, Rami Abdel Rahman, relatou que combates ainda ocorrem em alguns pontos dos arredores de Palmira.

Abdulkarim lamentou a omissão da comunidade internacional, perguntando se os países aguardam para "chorar e se desesperar" como fizeram quando os extremistas destruíram patrimônios históricos no norte do Iraque.

Palmira, fundada no século 1º, poderia sofrer o mesmo destino de Nimrud e Nineveh no Iraque, onde túmulos, estátuas e sepulcros foram destruídos pelos jihadistas, nas cidades de mais de mil anos de existência.

RC/ap/rtr/afp

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