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Mundo

Tropas iraquianas avançam em operação de retomada de Tikrit

Auxiliados por milícias xiitas, soldados do Exército do Iraque expulsam militantes do grupo terrorista "Estado Islâmico" e reconquistam cidade de Al-Alam. Na região, no entanto, cresce o temor de uma vingança sectária.

Tropas iraquianas, auxiliadas pela milícia xiita conhecida como Hashid Shaabi, reconquistaram o controle de Al-Alam, disse o prefeito da cidade, Laith al-Jubouri, à agência de notícias Reuters, nesta terça-feira (10/03). Combatentes da organização terrorista "Estado Islâmico" (EI), que dominavam a cidade, foram expulsos pelas forças iraquianas.

"Estou falando agora de Al-Alam e anuncio oficialmente que a cidade está sob o total controle das forças de segurança, das unidades Hashid Shaabi e de combatentes tribais locais", disse Jubouri. "Estamos contentes com esta vitória e queremos que Al-Alam seja a base para a libertação de Tikrit e Mossul."

Al-Alam fica próxima à cidade de Tikrit, que, além de ter valor estratégico, ostenta um grande significado simbólico. Tikrit é a cidade natal de Saddam Hussein e abriga remanescentes do partido Baath, do ex-ditador. O partido é acusado de colaborar com o EI. Militantes extremistas em Tikrit, no entanto, sofreram baixas significativas, perderam poder bélico e estão adotando táticas de guerrilha – incluindo bombas e ataques de franco-atiradores – para deter o avanço das forças pró-governo.

Também nesta terça-feira, residentes da cidade de Mossul relataram que um ataque aéreo, realizado pela coalizão internacional contra o EI liderada pelos Estados Unidos, teria destruído uma coluna militante ao sul de Tikrit. Se confirmado, o ataque aéreo seria a primeira ação da coalizão relacionada à retomada da cidade.

Temores de vingança sectária

Entre aqueles que controlam a ofensiva do governo iraquiano está o general iraniano Qassem Soleimani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária, o que evidencia a influência do Irã sobre as milícias xiitas no Iraque. No entanto, o papel do Irã xiita e a proeminência de milícias xiitas deram origem a temores de uma possível limpeza sectária em Tikrit, que é predominantemente sunita.

O Instituto de Estudo da Guerra, localizado nos Estados Unidos, alega que os moradores locais são suspeitos de envolvimento na suposta execução em massa de aproximadamente 1.200 recrutas xiitas capturados no passado pelo EI – o chamado massacre de campo militar de Speicher.

Durante a retomada de Al-Alam, algumas casas foram queimadas, embora não tenha ficado claro se os incêndios foram causados pela milícia xiita ou por militantes fugitivos do EI. Segundo a ONU, a operação para retomar Tikrit, iniciada há duas semanas, já provocou o deslocamento de milhares de pessoas.

PV/rtr/ap/dpa

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