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Sua Opinião

"TROPA DE ELITE"

Nossos usuários opinaram esta semana sobre dois temas bastante controversos: a premiacão do filme "Tropa de Elite" e a independência do Kosovo. Confira aqui, vale a pena!

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A idéia de uma força policial treinada com dinheiro do contribuinte e que abusa à vontade da transgressão às leis é insuportável num regime democrático. A visão de heróis que podem transitar à vontade acima ou fora da lei, vingando uma sociedade refém da ação de bandidos de elite, combina bem com esta decadência de valores que vivemos. Premiar Tropa de Elite é endossar sua apologia ao crime.
João Batista Drummond

Acho bem interessante que o filme tenha sido bem recebido, com vários comentários, críticas, debates, mas acredito que tanto a imprensa quanto o público alemão não sejam completamente capazes de compreender o que filme quer passar. Não porque sejam estúpidos ou qualquer coisa de ruim, mas porque simplesmente eles não vivem a realidade do Rio de Janeiro, do Brasil, além de ter um jeito diferente de encarar a vida e a ficção.
Valéria Pflanze



O filme retrata fatos de forma bem realista, e isso é bom! Como arte, fotografia, dinâmica do filme, iluminação, música também é bom! Mas como ferramenta que poderia promover uma melhoria do nível de consciência das pessoas sobre sua própria condição é bem parcial. Há uma ênfase militarista que diz "se não fosse o Bope o tráfico já tinha dominado a cidade faz tempo". E quem disse que não dominou? Isso porque temos no Brasil um pacto social mal formulado, sem seguro-desemprego vitalício como na Alemanha, e que reduz a marginalização e o aumento dos custos com a entropia social decorrente. Mostra que faltam políticas públicas para tudo, mas não indica solução, a não ser essa visão infantil dessa dicotomia mocinho ou bandido. [...] Chega de miopia social!
Claudio Behling

"Tropa de Elite leva Urso de Ouro em Berlim”. Fiquei perplexo! Não acreditei. Sempre elogiei nesse site a admiração que tenho pela cultura alemã, mas como gente culta pode premiar essa "aberração"? Torço para que o cinema vá para frente, mas fazendo coisa sadia. Tudo que fazemos na vida tem conseqüência. Quem sabe o diretor desse filme consegue agora liberar as drogas. A droga do filme já foi premiada.
Ariovaldo L. Lucas

O filme é ótimo, pena que o Rio de Janeiro sofra com tanta violência!
Marcos Padilha

Costa Gavras já dizia que o tema mais importante nas sociedades contemporâneas é o poder. E falar abertamente sobre o modus operandi do poder requer coragem. Se já foi dito que o filme de Zé Padilha é muito corajoso, foi igualmente corajosa a decisão (unânime!) do júri em conceder o prêmio. O filme é um retrato, dentre outros possíveis, de uma catastrófica desagregação social que ocorre nas cidades brasileiras de hoje, independentemente de leituras ideológicas.

O filme é um ótimo ponto de partida para indagar sobre alguns fatos que nos levaram a essa desagregação. Inclusive indagar que agregação social é esta que ora se desfaz. A hipocrisia brasileira não vem de hoje. Bem antes de Dom João 6º, a promiscuidade entre o interesse público e o interesse privado já era forte e está na raiz da política patrimonialista de contornos predatórios, ou melhor dizendo, cleptocracia, que existe no Brasil e que contribuiu para a colossal assimetria na distribuição de renda que ora se verifica. [...]

A política brasileira de hoje conseguiu desmoralizar o capitalismo e pode ser sintetizada num único lema, de uma simplicidade boçal: quem pode mais, morde mais. Esse lema está presente desde o abuso nos gastos com cartões corporativos até a brutalidade retratada em Tropa de Elite .
Lyndon Cupperi Storch Jr.

Viva o filme! Soraia, parabéns! Confesso que, toda vez que me apareceu pela frente a chance de ver qualquer debate sobre Tropa de Elite , desliguei a TV para não me sujar com a violência comum aqui no Brasil, assim como Cidade de Deus – credo, quanto horror para ser ofertado no cinema nas nossas horas de folga! Ah, mas lendo sua reportagem na Deutsche Welle online fui tomada de grande emoção porque vi minhas idéias, que até foram criticadas por internautas, dizendo que eu jogava na classe média minha traumática pobreza. E agora, um filme recebe o prêmio por desenvolver meu argumento. Estou feliz, e pelo jeito o filme de um modo ou de outro há de chegar às mentes desta "elite" corruptora e a maior causadora dos males da violência trágica na qual tantas pessoas de bem se corrompem e minam as mentes jovens e infantis dos inúmeros favelados desempregados, que acabam reféns dos traficantes, sustentados pela classe média – a mesma que exige penalidades máximas aos desvalidos da sorte. [...] O filme mostra que tem gente vendo a verdade dos hipócritas defensores de uma classe média falida de valores e de verdadeira humanidade! [...]
Adeir T. Reis

KOSOVO INDEPENDENTE

Não sou especialista em Bálcãs, mas uma região habitada por descendentes de albaneses, que nunca foram tratados bem pelos sérvios, merece uma pátria livre, soberana e democrática. Apenas espero que após a independência não tentem unir-se à Albânia porque isso demonstraria que eles não estavam interessados na independência e sim numa anexação.
Armando Sobrino


A União Européia e os EUA estão querendo punir a Sérvia pelo ocorrido durante a dissolução da Iugoslávia, fomentando a independência de Kosovo-Mitohija. Espanha, França, Reino Unido, Bélgica e até mesmo os EUA (Califórnia e Texas) têm regiões pretensas a independentizar-se também. O tiro pode sair pela culatra.
Celio Pessanha

Os países ocidentais que apóiam a independência deveriam tomar cuidado com seus quintais. A Rússia sabe disso. A independência de uma província com maioria étnica de outro povo abre o precedente para a independência de países com povos distintos como os Países Bascos, a Catalunha, a Galícia (todos na Espanha), a Bretanha e também a parte basca (na França), a Escócia, o País de Gales e a Irlanda do Norte (Grã-Bretanha), a Sardenha (Itália), o Quebec (Canadá). Parece uma punição contra a Sérvia, por sua "insubordinação".
Fernando Braga

Para a independência do Kosovo dar certo, acredito que tenha que nascer da vontade popular. De acordo com as informações deste jornal, 91% da população é albanesa e apenas 10% são sérvios, portanto, pode-se garantir que a população se manifeste pelo que seria melhor sem a influência étnica. Haveria, assim, uma legitimidade no processo de independência, mesmo porque não vejo qualquer motivo para a independência nem tampouco para se manter ligada à Sérvia.
Alcione de Freitas e Silva

Dificilmente os Bálcãs deixarão de ser um barril de pólvora. É lamentável que os países da União Europeia façam tudo o que os donos do mundo mandam. Acho que a independência do Kosovo deveria ser negociada com mais calma, para evitar maiores transtornos.
Ariovaldo L. Lucas