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Economia

Troica sugere um novo perdão da dívida grega

Além de uma lista de novas reformas a serem implementadas, Comissão Europeia, BCE e FMI sugerem uma redução da dívida grega, segundo divulga a imprensa alemã. A medida poderá onerar o bolso do contribuinte europeu.

O semanário alemão Der Spiegel divulgou neste domingo (28/10) que a troica – formada pela Comissão Europeia, pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Fundo Monetário Internacional – sugeriu um novo perdão da dívida grega. De acordo com a revista, a troica propõe que todos os credores públicos da Grécia, ou seja, os outros Estados da zona do euro, abdiquem de grande parte de suas exigências ao país.

Isso implica que o contribuinte dos países em questão irá, pela primeira vez, arcar com parte das dívidas gregas. A revista noticiou ainda que os representantes da troika lançaram a proposta na última quinta-feira (25/10), durante a conferência de preparação para o próximo encontro de ministros das Finanças do bloco.

Alemanha diz "não"

O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, bem como os representantes de alguns outros países da zona do euro, rejeitam o plano apresentado pela troica. Eles afirmam que não querem perder o dinheiro que emprestaram ao governo grego. Schäuble declarou em entrevista à emissora Deutschlandfunk que as leis que regulamentam o orçamento público não permitem que a Alemanha continue concedendo empréstimos a um credor como a Grécia, que não cumpre com suas obrigações.

Deutschland Finanzminister Wolfgang Schäuble in Berlin

Wolfgang Schäuble, ministro alemão das Finanças

"Por isso, essa é uma discussão que tem pouco a ver com a realidade dos países-membros da zona do euro", completou o ministro. Segundo ele, seria mais realista implementar um programa de recompra de dívidas, através do qual a Grécia, munida de novos créditos, poderia comprar de volta títulos públicos antigos por valores atuais de mercado.

O presidente do Parlamento alemão, Norbert Lammert, alertou o governo a não conceder nenhum adiamento de prazo a Atenas sem que o Bundestag tenha aprovado a medida. "Alerto aos descuidadosos", disse Lammert. Segundo declarações dele ao jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, ninguém deverá nutrir ilusões de que a tal medida poderá passar imune ao crivo do Parlamento alemão.

De acordo com a revista Spiegel, o BCE não poderia concordar com tal isenção de dívidas, uma vez que esta forma de financiamento estatal é considerada proibida por suas regras. O BCE, em contrapartida, declarou que poderá disponibilizar seus lucros com os títulos gregos.

Atenas: "resultado modesto"

A troica divulgou seu relatório parcial depois de ter avaliado a situação econômica da Grécia. E o resultado é consideravelmente modesto: Atenas implementou até agora apenas 60% das reformas necessárias, diz o relatório, enquanto 20% já foram analisadas pelo governo grego e 20% não foram nem abordadas.

No documento, a troica lista 150 propostas de reformas a serem conduzidas por Atenas. O BCE, a Comissão Europeia e o FMI exigem do governo grego um afrouxamento da proteção contra demissões, bem como da regulamentação do salário mínimo e de determinados privilégios de classe.

Além disso, a troica sugere a abertura de uma conta bloqueada, na qual todo o dinheiro destinado à ajuda para a Grécia fique guardado inicialmente – uma sugestão já antiga do governo alemão. Caso Atenas não implemente as reformas, os impostos iriam subir de imediato, esclarece o Der Spiegel. A troica pretende apresentar seu relatório final sobre a Grécia no mais tardar até o dia 12 de novembro.

SV/afp/dw
Revisão: Mariana Santos

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