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Economia

Troca do marco pelo euro pode provocar medo

Com a circulação do euro, os aspectos econômicos parecem claros, mas a psicologia não deve ser ignorada. Como reagirão os alemães com o desaparecimento do marco, símbolo de prosperidade e estabilidade monetária.

A mudança do marco para o euro pode deixar os consumidores inseguros, segundo o psicoterapeuta Peter Gross, da Federação Alemã de Psicólogos. "As pessoas "podem ter a sensação de estar trocando uma moeda forte por outra mais fraca, porque o euro está atrelado à moeda de países cujas economias não tinham uma boa reputação no passado", diz Gross, sem dar nome aos bois, levantando recordações dos tempos em que Itália e Grécia andavam às voltas com a desvalorização de suas moedas, inflação e altos déficits no orçamento.

No entanto, como o acoplamento das moedas já se tornou uma realidade nos 12 países da União Monetária Européia, a circulação de cédulas e moedas do euro, a partir de 1º de janeiro de 2002, será apenas a última etapa da grande mudança. "Mas justamente essa novidade visível e principalmente palpável, que fará parte do cotidiano, libera temores que, no fundo, são irracionais", explica o psicólogo.

Mídia põe lenha na fogueira - Os meios de comunicação também contribuem para o clima de insegurança, com um excesso de artigos sobre possíveis aumentos de preços disfarçados, por parte dos comerciantes, sob o pretexto de arredondar importâncias em euro. Isso provoca uma sensação de medo, porque as pessoas sentem-se indefesas e acham que o euro é principal responsável por acontecimentos negativos como o aumento de preços.

Procurar fontes de informações fidedignas é o conselho de Gross a todos os que se apavoram ao perceber que a era da nova moeda está prestes a invadir seu cotidiano. Em caso de dúvida, convém consultar seu banco. "E se há suspeita de qualquer coisa errada com o preço, o consumidor deverá deixar a preguiça de lado, pegar sua calculadora e fazer as contas. Aí saberá de fato", conclui Peter Gross.

A psicologia dos mercados - Por outro lado, o fator psicológico também tem sido citado como uma das razões para a baixa cotação do euro frente ao dólar. Diretores do Banco Central Europeu e políticos dos países da zona do euro não perdem oportunidade de dizer que isso mudará quando as pessoas se familiarizarem com a nova moeda e adquirirem confiança.

Já os analistas dizem que um euro mais forte a partir de janeiro de 2002 não passa de um sonho dos políticos, não havendo razões econômicas que justificassem uma alta da moeda européia frente ao dólar. Eles contam com efeitos positivos do dinheiro vivo na própria zona do euro, mas que não serão extensivos a mercados importantes como Londres ou Nova York.

  • Data 10.12.2001
  • Autoria Neusa Soliz
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