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Alemanha

Trittin defende Protocolo de Kyoto

O ministro alemão do Meio Ambiente, Jürgen Trittin, afirmou que a aliança internacional de proteção climática não pode substituir os acordos e metas já estipulados pelo Protocolo de Kyoto.

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Manter as metas e objetivos vigentes

Os governos dos Estados Unidos e da Austrália pretendem criar uma aliança internacional para a proteção do clima à parte do Protocolo de Kyoto. O ministro do Meio Ambiente da Austrália, Ian Campbell, afirmou na quarta-feira (27/07) que seu país mantém há cerca de um ano negociações secretas com os Estados Unidos e outros governos para a elaboração de tal acordo.

A meta da aliança é apresentar alternativas viáveis ao Protocolo de Kyoto, especialmente em relação à obrigatoriedade de redução da emissão de poluentes de gases de efeito estufa. China, Índia, Japão e Coréia do Sul já sinalizaram que pretendem aderir à aliança. O Ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Jürgen Trittin, frisou que tal projeto não pode ser "um substituto nem uma alternativa" ao Protocolo de Kyoto.

Plano sucessor

A Austrália, que como os Estados Estados não ratificou o tratado de Kyoto, trabalha na elaboração de um plano que seja eficaz após a expiração do Protocolo, em 2012. "Não queremos prejudicar de forma nenhuma o Protocolo de Kyoto. Nossa intenção é complementá-lo", afirmou o vice-secretário de Estado norte-americano, Robert Zoellick.

Symbolbild: Kraftwerk und Windräder

Energia eólica

"Sabemos que como país somos vulneráveis, sabemos que o mundo é vulnerável", declarou Campbell. A Austrália é responsável por apenas 1,4% da emissão mundial de gases poluentes. Mas esse volume de emissões chega a quase 40% do total mundial, se somado ao dos Estados Unidos, China, Índia e Coréia do Sul.

O novo acordo, que será revelado na íntegra durante encontro dos países participantes em novembro, prevê o desenvolvimento, implantação e transferência de novas tecnologias especialmente nos países em desenvolvimento.

Valorizar o tratado existente

Em Berlim,Trittin disse que seria muito bom se os Estados Unidos e a Austrália reconhecessem que o atual quadro de mudanças climáticas exige medidas urgentes para a redução de gases poluentes.

O ministro ressaltou, porém, que um acordo envolvendo a troca regional de tecnologias pode reforçar a cooperação multilateral, mas não deve, de forma alguma, ser um substituto ou alternativa para os acordos vigentes e metas estipuladas.

Para ele, existe não apenas a necessidade de criar novas tecnologias, mas também de fazer uso das já existentes. Um exemplo são as energias renováveis, ainda pouco exploradas em muitos países.

Paz com arma

Segundo o Protocolo de Kyoto, que entrou em vigor em fevereiro deste ano, os países desenvolvidos devem reduzir até 2012 sua emissão de gases poluentes que provocam o efeito estufa (oriundos de fábricas e veículos, por exemplo) para 5,2% abaixo dos níveis produzidos em 1990.

Jennifer Morgan, diretora da ONG Fundo Mundial para a Natureza (WWF), reforçou a visão do ministro Trittin. Ela também garante que não existe uma alternativa que possa substituir as metas previstas para a diminuição de gases poluentes na atmosfera. "Um acordo de proteção climática que não limita a emissão de poluentes é como um plano de paz que permite o uso de armas."

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