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Cultura

Trilogia cinematográfica "O Hobbit" chega ao fim

Última parte da adaptação do livro de J.R.R. Tolkien encerra saga de seis filmes que inclui a série "O Senhor dos Anéis". Episódio fecha uma das franquias de maior sucesso na história do cinema.

Já houvera algumas tentativas de transformar as histórias fantásticas de J. R. R. Tolkien em filme, mas todas decepcionaram. Foi só quando o diretor neozelandês Peter Jackson, então mais conhecido por seus filmes de terror, obteve os direitos sobre os livros do autor inglês que ficou claro que, quando uma obra como essa cai nas mãos certas e tem o orçamento adequado, a história pode funcionar também nas telas de cinema. Foi assim que, em 2001, teve início essa incomparável história de sucesso.

A série O Senhor dos Anéis (de 2001 a 2003) arrecadou em todo o mundo quase 3 bilhões de dólares. Ela recebeu 30 indicações ao Oscar – e levou 17 estatuetas. A Nova Zelândia – onde a série foi filmada – experimentou um boom de turistas. Muitos fãs querem conhecer os locais e ver de perto as paisagens onde a maioria das cenas na Terra Média foram registradas.

Um pequeno livro transformado em uma grande série

Verdadeiros fãs de Tolkien, como Peter Jackson, conhecem não apenas a trilogia O Senhor dos Anéis. A história, afinal, começa muito antes, no Condado, onde vivem os hobbits. Ali, Bilbo Bolseiro é procurado pelo mago Gandalf, que o leva a uma aventura, em companhia de doze anões, no intuito de matar um dragão que roubou dos anões seu lar e seu imenso tesouro.

Premiere The Hobbit: The Battle Of The Five Armies in London

Peter Jackson, diretor das seis adaptações da obra de Tolkien para o cinema

Em sua jornada, Bilbo encontra muitas das criaturas que aparecerão mais tarde na trilogia Senhor dos Anéis. Ele conhece os elfos e é obrigado a fugir dos temíveis orcs. O pequeno hobbit também se depara em uma caverna com a criatura Gollum, quando encontra o anel de Sauron, que mais à frente terá um papel central na trama.

As aventuras de Bilbo são contadas no livro O Hobbit, em cerca de 330 páginas, enquanto a trilogia Senhor dos Anéis é quatro vezes maior. Ainda assim, Jackson conseguiu tirar de um livro relativamente curto material para realizar outros três longas-metragens de sucesso. Para tal, ele não seguiu sempre à risca a história original, o que causou arrepios nos fãs mais ardorosos de Tolkien.

O aparecimento do anel

No primeiro filme, Uma Jornada Inesperada (2012), há muita correria, fugas, lutas e combates. Muitos cenários são conhecidos dos fãs de O Senhor dos Anéis. Peter Jackson retorna a locações que já havia utilizado antes, como a casa de Bilbo ou Rivendell, a cidade dos elfos. Muitos personagens famosos reaparecem, como Elrond, o rei dos elfos, o belo Legolas e a sábia Galadriel. E, claro, também volta o personagem Gollum, que há séculos havia encontrado o poderoso anel, que acabou o levando à loucura.

Na segunda parte da trilogia, A Desolação de Smaug, a jornada cheia de aventuras do grupo continua. Assim como no primeiro filme, o objetivo é chegar à Montanha Solitária, o lar dos anões. Eles encontram perigos mortais, são capturados por aranhas gigantes e atacados por orcs.

Aqui e ali, cabe a Bilbo, com a ajuda do anel, salvar seus companheiros de situações desesperadoras. Finalmente, eles chegam ao antigo reino dos anões. Bilbo consegue penetrar por entre os túneis e acaba despertando o dragão Smaug, que na cena final, se prepara para destruir toda uma cidade.

Filmszene Der Hobbit: Die Schlacht der Fünf Heere EINSCHRÄNKUNG

"Batalha dos Cinco Exércitos" estreou no Brasil nesta quinta-feira

A terceira e última parte, A Batalha dos Cinco Exércitos – que estreou no Brasil nesta quinta-feira (11/12) – se inicia com um verdadeiro apocalipse. Smaug incendeia uma cidade-ilha em um lago, próxima à Montanha Solitária. Enquanto isso, os anões retomam seu antigo império. Diante dos portões da montanha, uma guerra entre o bem e o mal se inicia, culminando na batalha que envolve os cinco exércitos.

Repleto de cenas de batalha

A parte final da série O Hobbit conta com cenas monumentais de batalha como as que permeiam a subsequente trilogia O Senhor dos Anéis, ainda que de modo mais realista, brutal e com melhores recursos tecnológicos. A Batalha dos Cinco Exércitos pode muito bem ser candidata ao Oscar de melhores efeitos especiais.

É também o filme mais curto da série, e não tem muitos diálogos. Na maior parte, se ouve frases como "acabem com eles!", "mate-os!" ou "destruam-nos!". Em compensação, cenas de combate é o que não falta.

Na estreia mundial, em Londres, no início de dezembro, as opiniões se dividiram. Por um lado, as batalhas épicas encantaram os fãs de batalhas épicas, enquanto para outros, o filme poderia ter tido um pouco menos de tumulto. O crítico de cinema do jornal britânico The Guardian contou que, após "a alta dose de destruição de crânios da Terra Média criada por Jackson", ele deixou a sala de exibição de cabeça zunindo.

Final perfeito

O final do filme é bem mais tranquilo. Bilbo retorna a sua casa, onde fuma seu cachimbo e envelhece escrevendo suas histórias. Temos, então, a conexão da trilogia O Hobbit com a saga de O Senhor dos Anéis, cuja história começa 60 anos mais tarde: O velho Bilbo passa o anel a seu sobrinho Frodo, que parte juntamente com Gandalf e outras novas companhias para a luta contra Sauron.

Premiere The Hobbit: The Battle Of The Five Armies in London

Martin Freeman, protagonista da trilogia, na estreia em Londres

Não há nada mais a acrescentar. As histórias que Tolkien escreveu sobre hobbits, elfos e orcs foram contadas. As séries de filmes estão entre os maiores sucessos de todos os tempos.

A saga Guerra nas Estrelas já provou ser possível expandir uma história por muitas décadas. No sétimo filme da série, poderemos reencontrar os personagens Luke Skywalker, Princesa Leia e Han Solo. Entre 1977 e 1983 veio a primeira trilogia da série, a segunda foi lançada entre 1999 e 2005. Ninguém sabe o que o criador da série, George Lucas, ainda poderá inventar.

Espera-se que a última parte da trilogia O Hobbit encerre as adaptações das histórias de Tolkien para o cinema. Peter Jackson enxerga todas as seis partes como um todo. E isso, ele realmente conseguiu, com seus personagens, música e direção de arte.

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