1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Tribunal ucraniano confirma pena de Timoshenko

Ex-primeira ministra da Ucrânia, condenada por abuso de poder, teve pena de sete anos de prisão mantida. União Europeia manifestou descontentamento com a decisão e pediu reforma do sistema judiciário do país.

Um tribunal ucraniano recusou nesta quarta-feira (29/08) o recurso contra a condenação de Yulia Timoshenko a sete anos de prisão. Segundo o juiz Olexander Yelfimov, os tribunais competentes haviam tomado a decisão correta em relação à ex-primeira-ministra da Ucrânia.

"O julgamento permanece inalterado. Timoshenko é culpada em todos os pontos", disse Yelfimov. Enquanto isso, ao menos 500 manifestantes pediam a libertação de Timoschenko diante do tribunal em Kiev.

O advogado de Timoshenko, Serhiy Vlasenko, criticou o parecer, classificando-o como politicamente motivado. "Esses resultados não têm nada a ver com justiça", afirmou. Segundo o advogado, a decisão tem como objetivo manter Timoshenko atrás das grades. A promotora de justiça Oksana Drogobizkaya defendeu a decisão, afirmando que há provas suficientes contra Timoshenko.

A União Europeia (UE) disse estar "profundamente decepcionada" com a decisão do tribunal e solicitou à Ucrânia que reforme seu sistema judiciário.

Processos contra importantes representantes da oposição como Timoshenko não teriam "respeitado padrões internacionais em relação a processos judiciais mais justos, transparentes e independentes". Também impediram a candidatura de tais representantes às eleições parlamentares em outubro próximo, disse um porta-voz da responsável da UE para assuntos de política externa, Catherine Ashton.

Timoshenko foi condenada a sete anos de prisão em outubro de 2011, após um processo criticado internacionalmente. O motivo alegado foi abuso de poder durante seu mandato como primeira-ministra. A política de 51 anos não compareceu ao tribunal nesta quarta-feira por estar internada num hospital público no leste do país devido a dores nas costas.

LPF/rtr/afp/dapd
Revisão: Carlos Albuquerque

Leia mais