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Mundo

Tribunal Penal de Haia condena cinco sérvios bósnios

Comandantes do campo de concentração Omarska, no norte da Bósnia-Herzegóvina, receberam em Haia penas entre cinco e 25 anos de prisão.

O Tribunal Penal Internacional de Haia, na Holanda, condenou nesta sexta-feira cinco sérvios bósnios a penas entre cinco e 25 anos de prisão, sob acusação de homicídio e uso de torturas durante a Guerra da Bósnia, entre 1992 e 1995. O juiz Almiro Rodrigues acusou os réus de participarem de estupros, homicídios e perseguições entre 1992 e 1995.

Quatro dos cinco acusados exerceram posições de comando no campo de concentração Omarska, considerado parte de uma rede de extermínio de bósnios e croatas coordenada pela milícia sérvia, com o objetivo de eliminar toda a população não sérvia da região de Prijedor, ao norte da Bósnia-Herzegóvina.

A proclamação da sentença em Haia nesta sexta-feira durou cerca de uma hora. No processo que corre há 113 dias, foram ouvidas 140 testemunhas e analisados mais de 400 documentos. O Tribunal Penal Internacional de Haia condenou os sérvios bósnios por crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Os acusados entre 38 e 64 anos participaram, segundo o Tribunal, de uma "orgia infernal de perseguições", nas palavras do juiz Rodrigues.

O ex-policial da reserva Zoran Zigic foi condenado a 25 anos de prisão. O antigo diretor de uma unidade de vigilância, Mlado Radic, recebeu uma pena de 20 anos de prisão por perseguições, uso de tortura e estupros. Os outros três acusados foram condenados a sete, seis e cinco anos de detenção. Perante o Tribunal, todos alegaram inocência e revidaram as acusações.

Cerca de seis mil muçulmanos foram presos durante a Guerra da Bósnia em Omarska e em outros dois campos de concentração vizinhos, na região de Prijedor. O Tribunal Penal Internacional de Haia acusou em 1995 três homens por crimes de guerra em Omarska, um deles por genocídio. Três dos acusados continuam em liberdade.