1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Tribunal egípcio ordena prisão preventiva de Morsi

Em poder do Exército, mas em paradeiro desconhecido, presidente deposto é acusado de colaborar com ataques atribuídos ao Hamas. ONU cobra processo justo.

Um tribunal egípcio decretou nesta sexta-feira (26/07) a prisão preventiva, por 15 dias, do presidente deposto Mohamed Morsi. Ele é acusado de ter ligação com o grupo radical palestino Hamas para perpetrar "ações inimigas contra o país" e de estar envolvido com a morte de soldados.

Desde o golpe de 3 de julho que o tirou do poder, Morsi está detido pelo Exército, porém em paradeiro desconhecido. O juiz Hassan Samir, do Tribunal de Apelação do Cairo, emitiu a ordem de detenção após interrogar o presidente deposto.

Além de ser acusado de colaborar com o Hamas, Morsi é suspeito de ter participação no ataque a instalações das forças de segurança e na invasão do presídio de Wadi Natrun, no norte do Cairo.

Desde o golpe, o Ministério Público emitiu várias ordens de prisão contra dirigentes da Irmandade Muçulmana, entre eles seu guia espiritual, Mohammed Badía, por suposto envolvimento em atos de violência.

Outras acusações também o conectam com a fuga da prisão de Wadi Natrun e na facilitação da fuga de outros reclusos, além de destruir documentos do presídio e de assaltar delegacias.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu que o processo de Morsi seja "transparente". Desde que ele foi detido, Pillay solicitou às autoridades egípcias que o libertassem ou o acusassem formalmente para que pudesse ser julgado dentro das normas internacionais.

AC/efe/afp/rtr/lusa

Leia mais