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Mundo

Trauma: Olimpíadas 2012 não serão em Leipzig

Para alguns, o fim do mundo. Lágrimas, lamúrias e desapontamento pela decisão do COI de excluir a pequena concorrente alemã da corrida para sediar os Jogos Olímpicos de 2012. Paris é a favorita.

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Golpe duro para a juventude de Leipzig

Às 13h30 (horário centro-europeu de verão) desta terça-feira (18), no Palácio Beaulieu, em Lausanne, na Suíça, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, anunciou as cinco cidades que continuarão competindo para ser sede das Olimpíadas 2012. Londres, Madri, Moscou, Nova York e Paris impuseram-se dentre um total de nove concorrentes.

Extremamente chocante para os alemães foi a eliminação de Leipzig, que ficou em 6º lugar. Após ter frustradas as esperanças em Max, seu representante no concurso de canção Eurovisão, o povo alemão sofre mais um duro golpe, em espaço de apenas três dias. O fato de a cidade de meio milhão de habitantes no Leste alemão dividir esse destino com as metrópoles Rio de Janeiro, Havana e Cingapura parece não ser qualquer consolo para a imprensa do país.

"Uma decisão puramente política, sem coragem para visões", critica uma agência de notícias. E ataca o próprio Rogge: afinal em sua última visita a Leipzig, ainda em 19 de abril, ele acalentara as esperanças da menor entre as concorrentes, afirmando: "Claro que os Jogos Olímpicos também são possíveis numa cidade como Leipzig". E agora ela é excluída "por não possuir número suficiente de avenidas pomposas e hotéis de luxo", protesta a mesma agência.

O prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, também lamentou o resultado da pré-seleção: "Os Jogos teriam certamente sido muito bonitos em Leipzig e Berlim também haveria lucrado". Agora cabe ao esporte e política alemães unirem-se para desenvolver estratégias comuns, para garantir que no futuro a Alemanha se imponha em competições internacionais dessa ordem, acrescentou Wowereit.

Sem chances para os pequenos

A explicação do chefe do COI para o voto unânime dos dez jurados contra a concorrente alemã é sumária: "O fato de Leipzig ser definitivamente pequena demais para as Olimpíadas foi decisivo para sua exclusão". De fato, caso escolhida, ela seria a menor cidade-sede desde as Olimpíadas de 1952, em Helsinque.

Consolo do vice-presidente do COI, Thomas Bach: a cidade não foi esquecida, tudo foi uma decisão técnica. "No presente, a candidatura para as Olimpíadas ainda é número grande demais, mas Leipzig pode ser anfitriã de numerosas outras modalidades de esporte."

Para Klaus Steinbach, presidente do Comitê Olímpico Nacional alemão (NOK), não há espaço para relativização: trata-se mesmo de uma derrota extremamente dolorosa. Embora "nada altere o fato de que podemos nos orgulhar de Leipzig".

Os habitantes de Rostock, prevista como sede das competições de iatismo, estão igualmente inconsoláveis: "O povo do leste alemão teria realmente merecido". O campeão sêxtuplo de Fórmula 1, Michalel Schumacher, também transmitiu suas condolências.

Paris 2012?

Única voz destoante nesse coro de lamentações parecia ser a do ministro do Interior, Otto Schily, que encabeçou o comitê alemão na Suíça. Ainda pela manhã, ele afirmara: "Somos bons perdedores e não vamos sair de Lausanne em frangalhos, mas sim de cabeça erguida". Porém, após o anúncio do resultado: "É decepcionante só as grandes cidades haverem tido chance na pré-seleção". Então, onde está o espírito esportivo?

Paris é a favorita entre as candidatas, seguida por Madri. Em 6 de julho de 2005, o COI volta a reunir-se em Cingapura para anunciar qual será a sede das Olimpíadas de 2012.

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