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Economia

Transrapid: veloz como uma bala de espingarda

A implementação do primeiro Transrapid do mundo chega à fase final. Em Xangai já foram realizados com sucesso os primeiros testes do trem magnético, que vai ser inaugurado no Ano Novo.

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Fotomontagem mostra Transrapid em Xangai

Segundo um porta-voz da Transrapid International, no teste o trem não mostrou problema nenhum para alcançar a almejada velocidade máxima de 430 quilômetros por hora. Mas ainda não veio o OK definitivo para a primeira viagem oficial, da qual vão participar o chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, e o primeiro-ministro da China, Zhu Rongji.

Antes disso, o coordenador do projeto quer garantir a segurança, para não arriscar a perda de imagem. As primeiras impressões deixaram os operários da construção fascinados: "O Transrapid é tão rápido, supreende quando se vê ele de repente ao seu lado. Ele passa igual a uma bala de espingarda".

Para criar um ambiente favorável, ao redor da estação final do trem, em Longyang, estão construindo uma área verde. "Aqui agora é um bairro de finanças muito moderno. Como antigamente era uma área rural, as casas não combinam mais. Tem que adaptar e deixar bonito, para a vinda do Zhu Rongji e do chanceler alemão no dia 31 de dezembro," afirma o operário Xu.

Empresas alemãs contam com mais linhas

O funcionamento comercial do trajeto de 33 quilômetros entre o Aeroporto de Pudong e o centro financeiro de Xangai provavelmente só começará no segundo semestre. Até lá, será construído o segundo trilho e ocorrerá a entrega de todos os vagões, fabricados em Kassel, na Alemanha.

As empresas alemãs Siemens e Thyssen-Krupp, que fornecem os vagões e a tecnologia de sinalização e do motor, estão esperando um sinal positivo das viagens de teste, para dar continuidade a seus projetos na China. Estão em planejamento a ligação de 200 quilômetros entre Xangai e a cidade turística de Hangzhou e a linha de 300 quilômetros de Xangai a Nanjing.

Depois de ter avaliado as condições de preço e experiência da tecnologia alemã, o Ministério da Ferrovia freiou, no entanto, as esperanças de construção de uma linha entre Pequim e Xangai.

Calculando os custos por quilômetro, o preço chega a 46 milhões euros. Caríssimo, considerando, que o governo chinês está pretendendo aumentar sua rede de alta velocidade para 6000 quilômetros nos próximos anos.

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