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Economia

Transporte alemão para carga chinesa

Aproveitando o boom de exportações da China para o resto do mundo, a Lufthansa Cargo cria joint venture teuto-chinesa para o transporte aéreo de cargas.

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Lufthansa Cargo: joint venture para entrar no mercado chinês

A crise que assola o setor de transporte aéreo de cargas parece ver nas exportações chinesas a luz no fim do túnel. Nos últimos anos, o volume de produtos que a China envia ao exterior vem crescendo vertiginosamente. Com um crescimento econômico anual de quase 10%, o país exporta computadores, celulares, brinquedos e roupas. De olho no transporte aéreo dessas mercadorias rumo ao exterior, a Lufthansa Cargo uniu-se à companhia aérea chinesa Shenzhen Airlines na criação de uma joint venture, a Jade Cargo.

Capital misto – A nova transportadora tem 51% de capital chinês através da Shenzhen Airlines e 25% da Lufthansa Cargo. O restante das ações (25%) está nas mãos de Sociedade Alemã de Investimentos e Desenvolvimento. A sede da Jade Cargo fica em Shenzhen, uma cidade localizada no sul da China e que vem se tornando um dos centros econômicos em ascensão no país.

"Shenzhen é o lugar ideal para uma transportadora de cargas, tanto por sua localização geográfica, quanto pelo fato de o governo chinês ter declarado a cidade como o mais importante centro de logística do país, com perspectivas de expansão num futuro próximo", diz Stefan Lauer, um dos diretores da Lufthansa Cargo na China.

Presidente alemão – A Jade Cargo é a primeira companhia aérea na China envolvendo uma parceria estrangeira. Outro detalhe inesperado: apesar de a Lufthansa Cargo ser um sócio minoritário da nova, esta conta com um presidente alemão – Rudolf Tewes, 50 anos, que até então pertencia aos quadros da Thomas Cook Airlines. A Jade Cargo deverá começar suas atividades no início do próximo ano, em princípio com dois aviões de carga que atendem o mercado interno e asiático.

A longo prazo, a companhia deverá dispor de uma frota própria, voltada para o transporte aéreo entre a China e a Europa e os EUA. "Para participar deste crescimento do setor de transporte aéreo, é preciso estar aqui na China. Esta foi uma das principais razões pelas quais criamos esta joint venture. Pois é impossível entrar neste enorme mercado, estando na Alemanha, mesmo considerando que somos uma transportadora internacional", observa Tewes.

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