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Mundo

Trípoli tem greve geral de três dias em protesto contra violência de milícias

Ação foi convocada "em sinal de luto" pelos 43 mortos em tiroteio na sexta-feira na capital da Líbia. Os confrontos continuaram no sábado. Governos ocidentais se dizem preocupados com situação no país.

Após escalada da violência em Trípoli, a vida na capital líbia esteve em grande parte paralisada neste domingo (17/11), numa greve convocada pela administração local em protesto contra a ação das milícias. Embora o domingo seja dia útil na Líbia, a maioria dos bancos e lojas permaneceu fechada. Muitas escolas também não abriram.

De acordo com as autoridades locais, ao menos 43 pessoas morreram e mais de 450 foram feridas na noite de sexta-feira durante uma manifestação inicialmente pacífica contra milícias originárias da cidade de Misrata. Tiros foram disparados contra os manifestantes quando a passeata se aproximou da central de uma milícia.

"Campanha de desobediência civil"

No sábado, ocorreram novos confrontos entre milícias rivais num subúrbio a leste de Trípoli, deixando dezenas de feridos e ao menos seis mortos, segundo informações da mídia local. Milicianos de Misrata que pretendiam socorrer seus colegas na capital entraram em confronto com uma brigada que coopera com os militares.

Protest und Gewalt in Libyen

Enterro de uma da vítimas do tiroteio entre manifestantes e milicianos em Trípoli: greve como sinal de luto

O primeiro-ministro líbio, Ali Seidan, pediu que os cidadãos evitem novos confrontos. "As próximas horas e dias irão decidir a história da Líbia e o sucesso da revolução", alertou.

Sadat Al-Badri, presidente do conselho local de Trípoli (que equivale à prefeitura), convocou, a partir deste domingo, uma greve geral de três dias. A medida é um "sinal de luto e solidariedade" em relação às famílias das 43 pessoas mortas", dizia o comunicado do conselho local.

Os cidadãos foram exortados a se comportar com "tranquilidade" para "preservar a unidade nacional e evitar a divisão do país". A convocação da greve geral faz parte de uma "campanha de desobediência civil" que deve prosseguir "até que as milícias se retirem" da capital líbia.

"Sinal grave"

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, se disse "profundamente preocupado" e apelou para o diálogo. "Os líbios não arriscaram suas vidas na revolução de 2011 para presenciarem uma continuação da violência", afirmou, em comunicado divulgado no sábado.

O ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, classificou os incidentes como "um sinal grave" e fez um apelo para que todas as forças políticas do país "colaborem para um processo de transição pacífica e democrática em uma Líbia unida".

De heróis a vilões

Após a queda do ditador Muammar Kadafi em 2011, os milicianos foram inicialmente saudados como heróis. No entanto, se recusam a entregar suas armas ou a integrar as novas forças de segurança. Em outubro, o próprio primeiro-ministro Seidan chegou a ser sequestrado, ficando por algumas horas em poder dos milicianos.

Há uma semana, milícias rivais já haviam travado violentas batalhas em Trípoli, matando uma pessoa. O motivo foi uma briga entre um miliciano de Misrata e milícias locais em um posto de controle de rua.

MD/dpa/afp

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